Com liminar na Justiça, Metrô remarca pregão para terceirizar serviços de manutenção

Companhia quer contratar empresa para fornecer mão de obra de apoio nos pátios Jabaquara, Tamanduateí e Itaquera, mas sindicato dos metroviários tenta barrar licitação

Pátio Tamanduateí (Jean Carlos)
Pátio Tamanduateí (Jean Carlos)

O Metrô de São Paulo está em um novo embate com o Sindicato dos Metroviário por mais um projeto de terceirização de mão obra lançado pela companhia estadual.

Após ter repassado funções secundárias em estações a uma empresa, o Metrô agora lançou dois pregões eletrônicos que visam a contratação de fornecedores de mão de obra para tarefas nos pátios de manutenção Jabaquara, Tamanduateí e Itaquera.

Eles são responsáveis por cuidar dos trens das linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha, as mais antigas da empresa. Divididos em dois lotes (Jabaquara e Tamanduateí no lote 1 e Itaquera no lote 2), os pregões tem um valor de contratação estimado em pouco de mais de R$ 20 milhões.

Receba notícias quentes sobre mobilidade sobre trilhos em seu WhatsApp! Clique no link e siga o Canal do MetrôCPTM.

O aviso de licitação foi publicado em 31 de outubro com pregões previstos para 18 e 19 de novembro, mas uma ação do sindicato barrou a realização dos leilões. O Metrô, contudo, conseguiu uma liminar na Justiça e remarcou os pregões para 10 e 11 de dezembro.

Pátio Itaquera do Metrô (CMSP)

O sindicato da categoria alega que a companhia, em vez de realizar concurso público para repor o quadro de funcionários, tem apelado para a terceirização, no que ele chama de “falsa solução”.

“No POT [Pátio Oratório da Linha 15-Prata], quarteirizam parte do serviço através de uma contratada da Alstom. O pior é que isso se dá através de um acordo espúrio que anistia uma dívida milionária da Alstom com o Metrô”, diz texto publicado pela entidade.

A Alstom, parte do consórcio CEML, recentemente acertou com o Ministério Público e o Metrô o fim de várias disputas judiciais causadas por problemas na implantaçao do monotrilho na zona leste mediante o pagamento de uma multa de R$ 41,2 milhões.

Em nota ao site, o Metrô afirmou que o serviço a ser contratado envolve atividades como limpeza e auxílio na desmontagem de peças, liberando os oficiais de manutenção para executar tarefas de maior complexidade.

Veja íntegra da resposta

“O Metrô esclarece que, após decisão judicial, foi autorizado a realizar os pregões eletrônicos para contratação de mão de obra de apoio à manutenção, sem que isso implique, neste momento, na assinatura dos contratos. A medida visa garantir a continuidade do processo licitatório dentro da legalidade.
A iniciativa está alinhada às diretrizes da Companhia para aperfeiçoar seus procedimentos, ampliando o quadro de apoio às atividades de manutenção em tarefas como limpeza e auxílio na desmontagem de peças. Isso permitirá que os oficiais de manutenção concentrem seus esforços em serviços de maior complexidade, aumentando a eficiência operacional.
Importante destacar que essa contratação foi projetada em diálogo com o Sindicato dos Metroviários, reconhecendo os benefícios para as equipes e para a qualidade dos serviços prestados. A opção pelo pregão eletrônico segue a legislação vigente e busca atender às necessidades imediatas da operação, sem prejuízo das políticas de concurso público, que continuam sendo parte da estratégia da empresa para funções permanentes.”