Uma das mais atrasadas da Linha 6-Laranja, estação Maristela mostra evolução
Localizada em uma região de subsolo instável, estação teve que ser escavada em método diferente pela Acciona
As obras da Linha 6-Laranja têm avançado em um ritmo célere com exceção de algumas estações, entre elas 14 Bis-Saracura, Itaberaba e Maristela, as duas últimas da primeira fase de inauguração.
Mas a Acciona, empresa que constrói o ramal de 15,3 km e 15 estações, parece já ter conseguido recuperar parte do tempo perdido. É o que mostra uma imagem da estação Maristela, feita recentemente.
Nela, o túnel de plataforma já aparece quase todo escavado em seus três poços. É um importante avanço visto que a estação tem sido uma das mais complexas a serem construídas.
O motivo é que a região onde ela está inserida possui falhas geológicas que dificultaram o uso de um método tradicional de escavação.
Para evitar problemas, a construtora preparou Maristela para a passagem do Tatuzão Norte, escavando três grandes poços, dois deles circulares. No interior deles, a empresa utilizou um material para estabilizar o subsolo enquanto o equipamento passava.
Após a tuneladora deixar o canteiro em direção à Brasilândia, a escavação prosseguiu e hoje se encaminha para ser finalizada nas próximas semanas, como sugere a imagem.
Entre as nove estações da primeira fase, Maristela é a mais atrasada com avanço de 43,3% das obras. Itabera-Hospital Vila Penteado vem um pouco à frente, com 51,8% – os dados são de junho.
Como se trata da segunda estação a partir de Brasilândia, ela precisa atingir um ponto onde ao menos as vias estejam prontas para os testes dos trens, que começarão no primeiro semestre de 2026. A entrega do trecho é esperada para outubro do ano que vem.
