Uma das mais atrasadas da Linha 6-Laranja, estação Maristela mostra evolução

Localizada em uma região de subsolo instável, estação teve que ser escavada em método diferente pela Acciona

Túnel de plataforma da estação Maristela
Túnel de plataforma da estação Maristela (Reprodução)

As obras da Linha 6-Laranja têm avançado em um ritmo célere com exceção de algumas estações, entre elas 14 Bis-Saracura, Itaberaba e Maristela, as duas últimas da primeira fase de inauguração.

Mas a Acciona, empresa que constrói o ramal de 15,3 km e 15 estações, parece já ter conseguido recuperar parte do tempo perdido. É o que mostra uma imagem da estação Maristela, feita recentemente.

Nela, o túnel de plataforma já aparece quase todo escavado em seus três poços. É um importante avanço visto que a estação tem sido uma das mais complexas a serem construídas.

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O motivo é que a região onde ela está inserida possui falhas geológicas que dificultaram o uso de um método tradicional de escavação.

Estação Maristela em abril (Linha Uni)

Para evitar problemas, a construtora preparou Maristela para a passagem do Tatuzão Norte, escavando três grandes poços, dois deles circulares. No interior deles, a empresa utilizou um material para estabilizar o subsolo enquanto o equipamento passava.

Após a tuneladora deixar o canteiro em direção à Brasilândia, a escavação prosseguiu e hoje se encaminha para ser finalizada nas próximas semanas, como sugere a imagem.

Entre as nove estações da primeira fase, Maristela é a mais atrasada com avanço de 43,3% das obras. Itabera-Hospital Vila Penteado vem um pouco à frente, com 51,8% – os dados são de junho.

Como se trata da segunda estação a partir de Brasilândia, ela precisa atingir um ponto onde ao menos as vias estejam prontas para os testes dos trens, que começarão no primeiro semestre de 2026. A entrega do trecho é esperada para outubro do ano que vem.