Viaduto estaiado da Linha 13: parte mais atrasada da obra está praticamente concluída (Felipe Salomão)

Parte mais atrasada das obras civis da Linha 13-Jade, o viaduto estaiado duplo foi concluído na última semana com a instalação dos últimos estais e a concretagem das ligações entre todos os trechos. Nas próximas semanas as estrutura metálicas que dão forma ao concreto serão retiradas e o imenso viaduto ganhará sua forma definitiva.

A construção do viaduto estaiado começou mais tarde do que o restante das obras por conta de uma mudança no projeto. Originalmente, o trecho seria transposto por meio de viadutos com a técnica de construção chamada de balanços sucessivos, que foi usada, por exemplo, para superar a Via Dutra alguns quilômetros à frente. Porém, a concessionária da Rodovia Ayrton Senna barrou a solução por interferir no viário e a CPTM acabou optando pelo uso dos estais que permitem vãos maiores.

Com dois mastros de 70 metros de altura (equivalente a um prédio de 20 andares), o viaduto tem um vão central de 180 metros – para efeito de comparação, o vão por cima da Dutra possui 120 metros de extensão. São 24 estais de cada lado das pontes num total de 96 cabos instalados. Agora, com o final das obras civis mais pesadas, os trabalhos estão concentrados em finalizar as vias e na instalação de trilhos, sistemas e alimentação elétrica.

Previsão para março

Assim como outras obras do Metrô, o prazo dado pelo governo é março deste ano, último mês em que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) terá para inaugurar pessoalmente qualquer projeto caso queira mesmo ser o candidato à presidência pelo seu partido. Ou seja, são cerca de 60 dias para finalizar todos os trabalhos e iniciar os testes com os trens. Por essa razão, é bem provável que Alckmin até ande a bordo de um trem da CPTM no trecho em modo manual antes de descompatibilizar do prazo.

Já para os futuros usuários da linha, que ligará o Aeroporto de Guarulhos à rede metroferroviária, será preciso um pouco de paciência. O início da operação será restrita tanto em horário quanto em frequência de trens, necessários para que tudo seja testado e ganhe confiabilidade. Aos poucos, o serviço deve ser ampliado até chegar à operação plena, provavelmente a partir do segundo semestre.

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Linha 13-Jade: trabalhos agora se concentram nos trilhos, sistemas e rede aérea de alimentação elétrica (GESP)