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Veja quais estações e linhas serão expandidas em 2018 pelo Metrô e CPTM

Se não houver atrasos, ano será o da maior expansão da malha metroferroviária da Grande São Paulo

Acesso da estação AACD-Servidor pronto: a intenção é abril-la em fevereiro (CMSP)

Seja por coincidência ou mesmo um empurrãozinho eleitoral, o ano de 2018 tem tudo para ser o da maior expansão da rede metroferroviária de São Paulo. Na iminência de ser apontado como candidato do PSDB à presidência, o governador Geraldo Alckmin quer usar esse trunfo como vitrine na corrida eleitoral. O problema é que as obras teimam em atrasar e “nuvem” de dúvidas a respeito das suspeitas de corrupção e conluio ameaçam tirar parte do efeito que essas novas estações e quilômetros terão na vida dos cidadãos.

Política à parte, uma coisa é fato: este ano o número de inaugurações será enorme, mesmo que haja algum atraso. A razão para isso é que muitas frentes de trabalho estão na reta final, o que permite dizer que a chance de problemas empurrarem suas inaugurações para 2019 é pequena. Confira abaixo como deve ser o calendário de expansão em 2018:

Janeiro

Duas estações estão prometidas para este mês, Higienópolis-Mackenzie (Linha 4), que deveria ter sido aberta no ano passado, e Eucaliptos (Linha 5). A primeira não passa deste mês a não ser que ocorra algum “desastre”. Já a segunda pode ficar para mais tarde. Quem passa na frente da estação ao lado do Shopping Ibirapuera em Moema ainda vê muito movimento e coisas para fazer. Há ainda os testes com os trens no trecho que parecem não ter ocorrido ainda. Mas se não for em janeiro é provável que a abertura ocorra em fevereiro, juntamente com outras três estações.

Fevereiro

É o mês prometido para três outras estações da Linha 5: Moema, AACD-Servidor e Hospital São Paulo. Dessas Moema é a mais atrasada e pode realmente ficar mais para a frente. As outras duas têm previsão de serem concluídas até o final de janeiro. Novamente, os sistemas e testes com os trens são o maior risco de atraso no momento.

Março

Muita coisa é prometida para março e certamente será bem difícil que elas aconteçam nesse mês conforme previsto. Na Linha 4, há a estação Oscar Freire que tem trabalhos em bom ritmo mas um acesso ainda cru. É possível abri-la parcialmente e depois finalizar o segundo acesso. Na Zona Leste, o Metrô pretende fazer algo que só ocorreu na inauguração da Linha 1: abrir várias estações ao mesmo tempo. A ideia é que a Linha 15 do monotrilho ganhe oito estações nesse mês. As obras estão indo bem, mas é mais sensato imaginar numa abertura progressiva a fim de testar tudo com calma. Por fim, a Linha 13-Jade da CPTM deve começar a operação assistida até o Aeroporto de Guarulhos. Novamente, tudo depende da conclusão da via (nesse caso o viaduto estaiado) e testes de sistemas. Os trens serão “emprestados” de outras linhas. Não é exagero pensar que essa linha só seja inaugurada para eleitor ver.

Abril

Embora tenha apenas duas estações previstas, abril é o mês em que o governo pretende conectar a Linha 5-Lilás às linhas 1-Azul e 2-Verde. As estações Santa Cruz e Chácara Klabin vão mexer profundamente com a distribuição de passageiros no Metrô e CPTM. Muitos trajetos acabarão modificados pelos usuários com a possibilidade de ir para a Zona Sul e vice-versa por ela. Por essa razão, a impressão é que elas terão de abrir de forma bem gradual para não causar problemas no restante da rede.

A previsão de abertura de estações em 2018: será que vai dar certo esta vez?

Segundo semestre

Sem data tão precisa, duas outras estações são esperadas em 2018. A primeira é São Paulo-Morumbi, da Linha 4. As obras estão num bom ritmo, o que ainda a coloca no mapa deste ano. Será um importante adendo ao ramal já que fará a linha crescer e se aproximar de regiões carentes de transporte público de qualidade. Já a segunda, Campo Belo, da Linha 5, pode ficar para 2019. A mais atrasada estação do novo trecho está na reta final das obras civis, mas há muita coisa para fazer, inclusive um viaduto por cima dela. Pode dar tempo, mas não será surpresa se ela atrasar.

Marca dos 100 quilômetros

Caso cumpra suas promessas finalmente, o governo do estado acrescentará mais de 21 km à rede metrô além de 12 outros km à CPTM. Com isso, o Metrô de São Paulo finalmente passará a marca dos 100 quilômetros que somados à CPTM chegarão a cerca de 375 km de trilhos na Grande São Paulo e Jundiaí. Ou seja, quase 34 km a mais em apenas um ano – até então, o maior acréscimo que o sistema recebeu foram os 10,4 km entregues em 1988 na Linha 3. Mas como é sempre ter um pé atrás com promessas políticas, vamos ficar de olho se a meta será mesmo cumprida.

Veja também: Status das obras do Metrô e CPTM

 

About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

17 Comments

  • Moro entre a Estação Vila Tolstói e Estação União (Monotrilho), por mais dificil que seja acreditar, torço para que aconteça todas essas inaugurações, a frota de ônibus dessa região diminuiu bastante nos últimos anos, o monotrilho funcionando mudaria muito o nosso “sofrimento” com o transporte.
    Outra linha que torço muito é a Lilás, da região que moro até Santo Amaro, são 2 horas de trajeto, a linha lilás ligando a verde, vamos conseguir diminuir bem esse tempo, meu pai faz tratamento no Hospital SP, atualmente pra ir de metrô temos que descer na Estação Santa Cruz e ir andando até o hospital.

  • O sistema metroferroviario e lento mais tem sido constante graças aõs bons governos que tivemos governos serios e competentes governos COVAS GERALDO SERRA E GERALDO DE NOVO OLHEM OS OUTROS ESTADOS E VÃO PERCEBER DE UM BOM GOVERNO PARA UM BOM GOVERNO. O RIO RIOGRANDE DO SUL QUE O DIGAM EM BREVE ULTRAPASSAREMOS A MARCA DE 100 KM DE METRO E 250 KM DE TREM

  • Ricardo, otimo artigo de novo ! concordo com voce estaçao Eucaliptos para janeiro ta muito dificil e nem sei porque prometeram ist, nao deixaram as 4 estaçoes para fevereiro que faria mais sentido ! o mesmo para a estaçao Campo Belo que vai ser dificil sair em 2018 pois falta muita coisa ainda ! De qualquer modo a linha 5 vai rodar quase completa em 2018 o que sera otimo para toda a zona sul e tambem para aliviar a linha 9 esmeralda !!

  • HAHA maior número de inaugurações em um ano. Que piada. Soma tudo, divide e calcula a média. Torna-se um número ridículo, que é bem a cara desse governo de SP.

    • não sei porque a risada voce querendo ou não sera sim o maior numero de inalgurações e vai ser em ano eleitoral tambem para o povo ver que aqui tem governo trabalhando e com seriedade diferentemente dos outros estados da federação que nem metro tem aqui alem de ter e considerado um dos mais limpo e um dos melhores do mundo não fica atraz de nem um pais de primeiro mundo

  • Olá Ricardo, como vai? Tenha um feliz 2018 e que esse ano seja marcado por entregas de estações e início de trabalhos nas linhas 2,6 e 18. Com a conclusão das linhas 15, 13 e 5 você acha possível o governo ter mais verba para começa-las?
    Um abraço e muito obrigado pelas informações que nos trouxe e traz com muita qualidade.

    • Olá, Rafael, tudo bem? Feliz 2018 também! Certamente com a conclusão dessas linhas haverá um alívio no orçamento, porém, as três linhas que você citou estão em situações muito diferentes. A Linha 18 depende do financiamento para pagar as desapropriações, o que passou a ser possível com a mudança da nota do governo. Mas até que isso seja de fato realizado talvez demore um pouco mais. A Linha 6 é outra história. Se o grupo chinês que negocia a compra da concessionária Move SP assumir de fato então veremos os trabalhos recomeçarem talvez neste semestre ainda. Já a Linha 2 acredito que ficará para o próximo governo já que ela depende de verbas bem maiores e talvez os consórcios vencedores já não tenham condições de tocá-la. É uma pena porque as três já poderiam estar em construção.

    • Rafael, eu pessoalmente acho que a verba teoricamente aumentaria um pouco (pois seriam menos obras simultâneas) mas não muito, pois ainda existiriam os empréstimos dessas obras a se pagar. O que eu acho que poderia gerar mais dinheiro para novas obras seriam as concessões que o governo está planejando. A das linhas 5 e 17, por exemplo, geraria pelo menos uns 10bi

  • Na linha 5, eu to jogando Eucaliptos, Moema, AACD-Servidor e Hospital São Paulo para Abril; Santa Cruz e Chácara Klabin em Junho ou Julho e Campo Belo pra 2019 (não será surpresa se for entregue em 2020). Na linha 4, talvez Higienópolis-Mackenzie saia em Janeiro, Oscar Freire, to chutando Julho. As outras, prefiro nem pensar. E linha 15, bom, Se sair em Junho já será lucro. O resto prefiro nem pensar.

  • Irá avaliar e muito a linha 4 , pois com a linha 5 até a Chacara klabin dificilmente irá pegar a linha 9 .
    Para quem mora na zona leste (não conheço nada por lá ) , a linha 15 vocês acham que vai aliviar a linha 3 .

    • Moro na Zona leste, A linha 15 chegando no seu traçado atual que é São Mateus vai aliviar levemente a linha 3 – pouco significativo. Agora se o traçado original até Cidade Tiradentes um dia for realmente feito vai aliviar muito tanto a Linha 11 da CPTM e também Linha 3 – Ainda sonho com isso – Quem sabe um dia….

  • A corrupção corre solta nos governos do PSDB em SP, por isso que as obras levam décadas para serem concluídas, e todas as obras dessas linhas estão com superfaturamento comprovado e favorecimento ao cartel de empreiteiras condenadas pela Lava-Jato. Por que não se abre concorrências internacionais para que sejam feitas por empreiteiras sérias e idôneas de outros países? Com certeza teríamos mais linhas sendo entregues em menos tempo, a um custo muito inferior, e com tecnologia de ponta.

  • Ricardo, gostaria de saber com relação as duas estações da linha 9 esmeralda varginha e mendes. tem alguma previsão de conclusão?

    • Olá, Kévin, tudo bem? Essas duas estações ainda têm licitações pendentes depois que o governo cancelou as obras civis em 2016. A ideia agora é fazer uma licitação com o que falta pra concluir a obra e conseguir enquadrar o projeto no PAC do governo federal (isso não havia ocorrido no primeiro edital por uma questão burocrática). Sem essa licitação estar concluída fica difícil fazer uma projeção. Espera-se que ela ocorra este ano para, quem sabe, as obras seja retomadas em 2019. Daí não faltaria muita coisa, mas é pouco provável que Varginha e Mendes sejam abertas nesta década, infelizmente.

  • Vcs estao brincando, né….Essas datas estipuladas NUNCA acontecerao. Alem da corrupçao correr solto, conte tb com a “incapacidade” e falta d recurso total dos técnicos e diretoria. Só como exemplo: a cara deste secretário de transporte narigudo e a insegurança nas afirmações nas entrevistas concedidas ao sjornalistas, demonstra muito bem o andamento e o planejamento destes “trenzinhos” aki na minha cidade d Sao Paulo.

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