ViaMobilidade aposta em novas subestações e ETCS para ampliar capacidade da Linha 9-Esmeralda
Reforço energético será condição para mais trens e futura extensão até Água Branca
A ViaMobilidade prevê resolver um dos gargalos operacionais da Linha 9-Esmeralda com a implantação de duas novas subestações e a modernização de outras unidades, incluindo também a Linha 8-Diamante. As intervenções são tratadas como etapa necessária para permitir aumento da oferta de trens.
As novas subestações estão sendo construídas nas regiões de Socorro e Cidade Jardim e terão cada uma com capacidade de 8 megawatts. Paralelamente, sete unidades existentes passam por repotencialização e atualização de sistemas, com ampliação de carga e substituição de equipamentos.
Em alguns pontos, a capacidade será elevada de forma relevante. A subestação Santa Rita, por exemplo, passará de 4 MW para 8 MW, enquanto Imperatriz Leopoldina terá aumento de 8 MW para 12 MW. As demais devem operar dentro de um novo padrão de 8 MW.
O reforço da rede elétrica é necessário para sustentar maior número de trens em circulação simultânea. Em linhas com alta demanda e intervalos reduzidos, a disponibilidade de energia ao longo da via passa a ser um dos limitadores da operação, ao lado da sinalização e da frota.
A superestação Água Branca (TIC Trens)
A concessionária relaciona essa ampliação à futura implantação do sistema de sinalização ETCS (European Train Control System), contratado em 2025. O novo sistema substituirá o ATC e permitirá maior precisão no controle dos trens, com redução de intervalos e aumento da capacidade da linha.
No caso da Linha 9-Esmeralda, o ETCS é considerado condição para estender a operação até Água Branca. O sistema também segue padrão aberto, o que, em tese, permite a circulação de serviços de diferentes operadores na mesma infraestrutura.
Apesar de associar as intervenções ao aumento de capacidade e à futura expansão operacional, a ViaMobilidade não informou prazos para conclusão das novas subestações nem das modernizações em andamento. As obras já ocorrem há meses e avançam de forma gradual, enquanto a implantação do ETCS tem horizonte mais longo, previsto para o fim da década.
