VÍDEO: veja do alto o primeiro trem da Linha 6-Laranja chegando ao pátio
Primeira composição fabricada pela Alstom foi entregue nas instalações da Linha Uni na Brasilândia nesta terça-feira, 8
A espera pelo primeiro trem da Linha 6-Laranja acabou nesta terça-feira, 8, quando um comboio de carretas viajou da fábrica da Alstom, em Taubaté (SP), até o Pátio Morro Grande, na Zona Norte da capital.
Imagens postadas em redes sociais registraram os carros se dirigindo ao local, mas nem a Linha Uni, concessionária responsável pelo ramal, ou o governo do estado, divulgaram o fato oficialmente até o momento.
Segundo apurou este site, um evento com a presença do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) deve ocorrer nesta semana para entregar o trem “oficialmente”.
Mas não precisamos esperar tanto já que o canal iTechdrones, parceiro do MetrôCPTM, se deslocou na manhã de ontem para a região do pátio e gravou o vídeo que está disponível no final deste artigo.
Nele é possível ver quatro dos seis carros que formam a composição enquanto duas outras carretas vazias aparecem em alguns trechos.
Trens Metropolis
Mesmo coberto por uma lona laranja, o trem revela algumas caraterísticas como os dois equipamentos de climatização no teto.
As composições são do modelo “Metropolis”, conhecido por circular nas linhas 8 e 9 (Série 8900) e ter operado na Linha 5-Lilás (Frota F, hoje afastada do serviço).
Projetos de material rodante, no entanto, são bastante personalizados pelos seus clientes e no caso dos trens da Linha 6-Laranja existem aspectos específicos como a ausência de cabine de comando.
Isso porque a Linha 6 irá operar por meio do sistema CBTC, com padrão GoA4, o mais automatizado existente. É a mesma configuração vista na Linha 4-Amarela e na Linha 15-Prata, por exemplo.
Outra diferença dos trens será a abertura das portas, por um mecanismo que ‘empurra’ as duas folhas para frente e então as desloca lateralmente para fora do vagão. Esse esquema foi usado nos trens da Série 2000, da CPTM.
A vantagem dele é permitir janelas maiores já que não é preciso um compartimento interno nas laterais para receber a porta.
Testes estáticos e dinâmicos
Pontos que valem menção são o mapa de estações mais simples, por luzes de LEDs, em vez de uma tela digital, como existe na Série 2500, fabricada pela CRRC.
E, ao contrário do trens Rotem da Linha 4, não haverá abertura de uma porta de emergência na frente e atrás da composição. Isso porque uma evacuação será feita pelas passarelas de emergência nas laterais.
O primeiro trem da Linha 6 será colocado nos trilhos e levado para o Bloco A, o maior prédio do complexo. Lá ele será remontado e passará pelos primeiros testes estáticos.
Com o passar das semanas, a Linha Uni deve acionar a composição para se movimentar em um trecho pequeno dentro do pátio e daqui a alguns meses passar a circular e um trecho operacional na região de Brasilândia.
Os primeiros passageiros a serem recebidos pelos trens devem embarcar a partir de outubro de 2026.

