Metrô construirá 60 casas para reacomodar famílias no percurso da Linha 15-Prata

Companhia decidiu utilizar um terreno desapropriado para acomodar vias subterrâneas da Linha 2-Verde para reassentar famílias que moram na Favela de Vila Prudente. Trecho envolve a extensão até Ipiranga
Favela de Vila Prudente e no alto à esquerda, as vias do monotrilho
Favela de Vila Prudente e no alto à esquerda, as vias do monotrilho (iTechdrones)

O Metrô de São Paulo buscou uma solução original para reacomodar 60 famílias que moram atualmente na Favela de Vila Prudente, na Zona Leste, em um trecho por onde a Linha 15-Prata passará no trajeto até a estação Ipiranga.

Em vez de fechar acordos com a CDHU, companhia estadual de habitação, ou a prefeitura, a companhia decidiu ela mesma providencar o reassamento das pessoas em situação de vulnerabilidade. Para isso, a empresa utilizará parte de um terreno desapropriado na Rua Tomás Izzo, que fica a cerca de 500 metros da comunidade.

Ele foi usado para a construção do túnel da Linha 2-Verde entre as estações Tamanduateí e Vila Prudente e está até mais próximo do Metrô do que a comunidade.

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A ideia do projeto partiu da gestão do presidente Silvani Pereira e foi mantida em sigilo enquanto eram realizadas reuniões com representantes dos moradores. A via elevada do monotrilho deve ocupar parte da avenida em frente à comunidade e por isso será preciso retirar parte das construções próximas ao local.

As famílias que moram ali ganharam direito à propriedade da prefeitura anos atrás e o temor era que o governo do estado utilizasse o método tradicional de construir novas habitações em outras regiões. Geralmente, esses processos se mostram burocráticos ao necessitarem de licitações por outros órgãos e verbas de fontes diferentes.

A área da comunidade e os terrenos onde serão construídas as 60 unidades (Arte sobre Google Maps)

O site questionou o Metrô a respeito do projeto, que explicou que os recursos para erguer as 60 unidades habitacionais já estão previstos na expansão da Linha 15-Prata. Segundo a empresa, já foram finalizados o anteprojeto de arquitetura e o projeto básico das moradias “que têm densidade e gabarito semelhantes aos da vizinhança”.

O próximo passo será o lançamento de uma licitação para construção das unidades e a companhia espera que elas fiquem prontas antes de ser necessário avançar com a implantação das colunas e vigas do monotrilho. “Caso não seja possível, elas receberão auxílio moradia até a conclusão das habitações”, diz nota.

A expansão da Linha 15 até a estação Ipiranga já teve a licitação lançada e o vencedor apontado, o Consórcio Expresso Ipiranga (Coesa e Álya Construtora). A proposta de R$ 445 milhões foi habilitada em janeiro e confirmada em fevereiro após julgamento de recurso administrativo. Desde então, é aguardada a assinatura do contrato.

O novo trecho deverá ficar pronto em 2025 e conectará o monotrilho com a Linha 10-Turquesa, da CPTM.

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14 comments
  1. ainda bem que as negociações foram sigilosas. Caso contrário, as lideranças políticas que se dizem se preocupar com os pobres (como boulos, mst, etc.) iriam tumultuar por pura desavença ideologica com a gestão atual, deixando os moradores sem casa e a cidade sem metrô.

    1. Errinho, querido, não se preocupe, os teus políticos de estimação da área mais direitista já fazem isso, deixam moradores sem casa e a cidade sem metrô. E adoram essa história de sigilo, alguns aí davam até 100 anos de sigilo! Até joias deixavam no sigilo, vai saber o que escondem, né? Vai saber se querem fazer essas 60 casas num lugar com milhares de famílias só pros apaninguados, ou em áreas ocupadas ilegalmente, ou em áreas com problemas ambientais, ou construindo de forma irregular por ser mais barato, enfim, transparência pra que né? kkkk, direita honestíssima mesmo!

  2. Ricardo, é verdade que a gestão do Tarcísio de Freitas (REP/SP) não quis demolir a fábrica da vulcão onde será o pátio Racheb Chioffi por considerar caro? se sim, a equipe na qual cuida dessa pasta deu algum parecer qual será a alternativa proposta?
    Gostaria de maiores informações sobre essa situação, por ter maior experiência ná área e contatos na pasta.

    1. Toda obra tem um tempo mínimo pra ser executada, sendo 500m ou 15km todas tem um tempo mínimo, e do monotrilho é 2 anos, as obras só tomam mais tempo pelo tempo de construção dos túneis já q quanto maior mais tempo e mais tempo as estações tem que segurar a obra até que os tatuzões passem pela estação e a obra possa ser completada

  3. Não há mais tempo hábil para terminar a expansão para Ipiranga em 2025. Provavelmente só abrirá em 2026 mesmo (talvez coincidindo com a abertura da L2 até Vila Formosa), se não houver maiores contratempos.

    Além disso, é bem possível que essas famílias tenham de receber auxílio-moradia, já que se for esperar essas novas habitações ficarem prontas para seguir com a expansão da L15 para Ipiranga, então esta última não vai ficar pronta nem em 2027!

    Enfim, estão demorando demais já para começar essa obra tão importante, assim como a expansão da L5 para Ipiranga também (que nem projeto funcional lançado tem sequer)… porque se for fazer essa expansão da L15 só para conectar com a L10, então já pode esperar que Ipiranga da L15 será uma estação “vazia” enquanto Vila Prudente continuará lotando cada vez mais, até ninguém conseguir mais entrar na Linha Verde assim que os trens vierem cheios desde a Penha.

    É lamentável mesmo!!!

    1. Ja tem sim o projeto da estação Ipiranga, inclusive contara com tecnologia de cobertura com células fotovoltaicas. E não entendi a sua fala de “estação vazia”

      1. Eu me referi à expansão da L5–LILÁS para Ipiranga, a qual não tem projeto nenhum até o momento, só uma intenção.

        L15 em Ipiranga conectada apenas à L10 não vai atrair para esta última nem ¼ da demanda da L15 que se transfere em Vila Prudente (L2).

        Ou seja, Ipiranga precisa se tornar mais atrativa, mas para isso só com mais alguma opção lá, como, por exemplo, a L5.

        1. É extremamente improvável que a Linha 5 chegue junto da 15 em Ipiranga, o máximo que ela fará é distribuir a demanda de quem vai ou vem do centro sem passar por Tamanduateí.

          1. Marcus,

            É evidente que a L5 não vai chegar junto com a L15 em Ipiranga.

            Mas é importante que haja esforços para a L5 poder chegar o quanto antes lá, e não esperar surgir o problema para só depois correr atrás da solução, como, por exemplo, inaugurar primeiro o monotrilho até São Mateus e Jardim Colonial para depois ver que é preciso manobrar os trens do monotrilho na Vila Prudente, e que a área de integração com a L2, bem como a estação homônima desta linha precisam ser adaptadas e/ou ampliadas.
            Enfim, intervenções que deveriam ser feitas antes mesmo de a L15 abrir em São Mateus no caso.

          2. E, a meu ver, é mais provável que o uso da transferência em Ipiranga, da L15 p/ L10, seja mais utilizada por aqueles que trabalham na região do ABC. Já para o centro mesmo, há quem deverá preferir seguir da L15 pela L2, L1…

  4. Racionalizar o uso de energia é uma ótima iniciativa, porem chamar de “Nova estação Ipiranga”, como de praxe a CPTM sempre é tratada como serviço de 2ª categoria considero um exagero, creio que se confundiu com a futura anexa do Metrô pois após uma análise arquitetônica mais apurada e detalhada pode se concluir que será uma simples estação terminal de acordo com as plantas apresentadas e com acessos as plataformas laterais da Estação Ipiranga da CPTM, portanto não possuirá nada de inovador e moderno, pois a maioria das estações da CPTM já estão em superfície, com abundância de iluminação natural. Os problemas maiores do projeto são as questões da integração, funcionabilidade, acessibilidade e intermodalidade, comprovadamente inferiores ao que foi feito em Tamanduateí, pois não é que resolveram procrastinar de novo, e ainda não será desta vez e a população desfrutara daquele amplo e moderno Polo Intermodal ou Terminal “Hubber” o Projeto de Intervenção Urbana (PIU) no Ipiranga unificado prometido com inumeráveis utilidades e englobava as terminações das Linhas 5-Lilás e 15-Prata com amplo acesso a ociosa linha central da CPTM que funcionaria como linha pendular para aliviar todas as Linhas provenientes do Alto Tietê através da Linha 2-Verde, aparece na foto anexa e que sempre aparecem em papel nas maquetas ilustrativas como as do Pari, Alto da Mooca, São Carlos, Bom Retiro, Água Branca entre outras não será edificado, pois este atual projeto não possui aquelas benfeitorias e sim será uma estação simples com acesso a velha estação Ipiranga, com a população sendo ludibriada mais uma vez!

    Quaisquer estações metrô ferroviárias que englobarem as características de possuírem mais de uma linha em seu trajeto e por possuírem um fluxo e movimentação de mobilidade e integração muito acima de outras devem ter uma prioridade, esta Estação Ipiranga é um exemplo prático onde este conceito deveria ser aplicado.

  5. Só acho estranho serem construidas nessa área, já que a mesma foi desapropriada por estar sobre o túnel do metro entre as estações Tamanduateí e Vila Prudente. Alguém me explica??

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