“Aeroporto de Congonhas” e “Washington Luiz”, os novos nomes das estações da Linha 17-Ouro do Metrô

Nomenclaturas desfazem confusão com denominações originais “Congonhas” e “Jardim Aeroporto”, como havia antecipado o presidente da companhia meses atrás
Estação Aeroporto de Congonhas: mudança de nome (CMSP)

Como havia previsto o presidente do Metrô, Silvani Pereira, a companhia rebatizou duas estações da Linha 17-Ouro para evitar possíveis confusões dos passageiros com suas denominações originais.

De acordo com documento do Metrô, a estação “Congonhas” passou a se chamar “Aeroporto de Congonhas” enquanto a parada “Jardim Aeroporto”, ao lado do pátio Água Espraiada, foi denominada “Washington Luiz”.

A mudança é bem-vinda por corrigir em tempo um potencial problema para os usuários, já que na fase prioritária a Linha 17 terá como destinos justamente essas duas estações.

Na concepção inicial, o passageiro deveria optar por trens sentido “Congonhas” ou “Jardim Aeroporto”, com o termo relacionado ao terminal aeroportuário na estação errada.

Estação Washington Luiz, ex-Jardim Aeroporto: fim da confusão (CMSP)

Além de tornar cristalina qual é a estação que atenderá o Aeroporto de Congonhas, o Metrô também utilizou uma referência mais conhecida para a estação “Washington Luiz”, justamente a movimentada avenida que passa ao seu lado.

Trata-se de uma atitude sensata da direção da companhia, que destoa completamente de ações de cunho político-eleitoral como acrescentar nomes de pessoas às estações, como fez o governador João Doria ao incluir o nome do ex-prefeito Bruno Covas à estação Mendes-Vila Natal.

Embora a escolha inicial tenha obedecido a critérios técnicos do Metrô, é notório que seria possível aprimorar essa decisão em tempo.

A placa de destino da estação Morumbi com os nomes anteriores, agora eliminados (GESP)

Com demanda inicial prevista em 165 mil passageiros por dia, a Linha 17-Ouro terá 6,7 km de extensão e oito estações. O intervalo previsto será de 3 minutos entre os trens, uma frota de 14 composições de monotrilho fabricadas pela BYD SkyRail.

A Linha 17 fará ligação com as linhas 9-Esmeralda (estação Morumbi) e 5-Lilás (Campo Belo), além de atender ao Aeroporto de Congonhas, o segundo mais movimentado do país. A previsão do governo é que ela seja aberta até o final de 2022, a despeito do prazo curtíssimo.

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  1. demorou mas corrigiu o erro inicial de ter duas paradas com nomes parecidos e certamente daria confusao para muitos passageiros ! agora eh esperar que esta linha fique pronta em 2023 ja que 2022 nao passa de sonho de uma noite de verao !

      1. Nossa, nem fale nisso! São Paulo-Morumbi deveria se chamar Caxingui e a Estádio do Morumbi deveria se chamar Estádio SP.

  2. Mudança necessária mesmo. Falando nisso no mapa metropolitano no site do metro, consta a estação Mendes já está com o nome do herói e semi-deus bruno covas. Isso já foi aprovado na alesp?

  3. Concordo perfeitamente com o entendimento deste editorial que nomes de estações e logradouros devem tão e somente ser originados de referências geográficos da região, que soem familiares para a maior parte das pessoas. Ao contrário da maior parte de logradouros públicos, monumentos ou outros equipamentos públicos, estações de trens não deveriam ser usadas para esse tipo de homenagem, exceto que fosse um benfeitor local.
    Mantido este critério deveria ser removida e imediatamente e banida obrigatoriamente as nomenclaturas de todos clubes em geral principalmente os de futebol que absurdamente vem antes do título principal que são distantes do local, e nada contribuem com a arrecadação, mas cujas nomenclaturas vem antes da localização principal da estação, pois confundem e atrapalham os usuários.
    Também seria importante informar de quanto é o prejuízo para troca de placas.

  4. Lamentável o tempo pra ficarem prontas, e o custo. Antes do início das obras, eu escrevi na Folha de São Paulo que sairia mais caro que o metrô, além de ser ambientalmente horríveis (aerotrens), enfeitando os bairros por onde passam. MOSTREM O CUSTO TOTAL X CUSTO DE CONSTRUÇÃO DO METRÔ.

    1. A demora da construção dessa linha não foi por conta do modal Monotrilho, mas sim por pura incompetência do Alckmin, Dória e todos os envolvidos, com casos claros de corrupção e falcatruas! Em relação a linhas de metrô, olha só o exemplo da Linha 6 Laranja e da Linha 2 Verde, quanta burocracia envolvida, com empresas colocando na justiça para embargar a obra. Monotrilho é uma solução ideal para locais em que claramente não haveria estrutura ou demanda suficiente para um metrô subterrâneo, a Linha 15 tá aí como prova.

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