Assembleia pode decidir greve no Metrô de SP nesta quarta, 13 de maio
Sindicato dos Metroviários fará votação na noite desta terça-feira para decidir rumo da campanha salarial. Paralisação afetaria as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata
Os metroviários de São Paulo realizam nesta terça-feira, 12, uma assembleia que pode decretar greve a partir da meia-noite de quarta-feira, 13 de maio. A paralisação atingiria as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata, operadas diretamente pelo Metrô de São Paulo.
A mobilização ocorre em meio a um novo embate entre o Sindicato dos Metroviários e o governo Tarcísio de Freitas. A entidade afirma que a companhia reduziu drasticamente seu quadro de funcionários nos últimos anos e critica a ampliação de terceirizações em vez da realização de concursos públicos.
Além da contratação de empregados, os trabalhadores também reivindicam mudanças relacionadas ao plano de saúde do Metrô, o Metrus. Segundo o sindicato, a empresa pretende ampliar descontos cobrados dos funcionários e elevar custos de procedimentos médicos, algo rejeitado pela categoria.
Entre as pautas também estão negociações sobre plano de carreira, pagamento de progressões salariais conhecidas como “step” e participação nos resultados de 2026.
Greve pode ocorrer nesta quarta-feira, 13 (Jean Carlos)
A campanha sindical também voltou a explorar o debate sobre privatizações e concessões do transporte sobre trilhos paulista. Em materiais divulgados nas redes sociais, a entidade critica o modelo de repasse tarifário do sistema e a priorização de operadores privados nas concessões estaduais.
O sindicato ainda retomou a proposta de operação com “catraca livre” durante a paralisação, condicionando a medida a uma eventual autorização do governo estadual.
A assembleia está marcada para as 18h e será transmitida pelo canal da entidade no YouTube. Caso a greve seja aprovada, a paralisação começará à 0h de quarta-feira.
As linhas concedidas à iniciativa privada, como as linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda, não fazem parte da mobilização anunciada e devem funcionar normalmente.
