Trens da Linha 6-Laranja já rodaram mais de 1.200 horas em testes
Composições já circulam em toda a extensão da primeira fase, entre Brasilândia e Perdizes, como site mostrou
Os trens da Linha 6-Laranja já passaram de 1.200 horas de testes em menos de seis meses, revelou o governo do estado – o ramal tem previsão de abrir seu primeiro trecho em outubro.
De acordo com a Agência de Transportes do Estado (ARTESP), a marca foi alcançada em maio, mês em que as unidades percorreram cerca de 3 mil km.
A concessionária responsável pela operação conta atualmente com 10 trens no Pátio Morro Grande, passando por diferentes etapas das avaliações técnicas, cada uma, inclusive os testes estáticos, dinâmicos e simulações de funcionamento.
Testes sendo feitos na Linha 6-Laranja (GESP)
A agência também revelou que os processos de validação são acompanhados pelo órgão que é responsável pela fiscalização da concessão da linha 6, e entre os parâmetros analisados, estão o desempenho, segurança, integração dos sistemas e conformidade técnica do material rodante antes do início da operação comercial.
Cada trem é produzido pela Alstom em Taubaté, interior do estado e no total serão 22 unidades com seis carros cada, podendo percorrer a velocidade de 80 km/h, e transportar 2.044 passageiros.
Interior do trem da Linha 6-Laranja (GESP)
A construção da linha diminuirá o tempo de viagem para 23 minutos de Brasilândia a São Joaquim, atualmente realizado em 90 minutos por meio do transporte público, especialmente em ônibus urbanos.
A Linha 6-Laranja será entregue em duas etapas, a primeira neste ano com oito estações – Brasilândia, Itaberaba, João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, SESC-Pompeia e Perdizes.
Nesse trecho, apenas Maristela não ficará pronta a tempo e integrará a segunda fase, que contempla ainda PUC-Cardoso de Almeida, FAAP-Pacaembu, Higienópolis-Mackenzie, Bela Vista e São Joaquim.
O governo do estado não tem excluído a estação 14 Bis-Saracura textualmente, sugerindo que ela também será entregue no ano que vem, mas essa hipótese é praticamente nula já que as obras mal passaram de 15% e a retomada só foi liberadas há poucas semanas após o fim das escavações arqueológicas que eram realizadas no local.
