Metrô de SP tem conseguido ampliar investimentos em expansão em 2026
Companhia aplicou R$ 2,47 bilhões nos sete primeiros meses do ano, R$ 247 milhões a mais que no mesmo período de 2025; Linha 2-Verde lidera desembolsos
Os investimentos realizados pelo Metrô de São Paulo cresceram nos sete primeiros meses de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado. Até julho, a companhia havia aplicado R$ 2,47 bilhões em seus projetos, contra R$ 2,22 bilhões entre janeiro e julho de 2025, diferença de R$ 247 milhões ou 11,1%.
O avanço ocorreu principalmente nos empreendimentos de expansão da rede. Somados, eles consumiram cerca de R$ 2,29 bilhões até julho deste ano, ante R$ 2 bilhões no mesmo intervalo de 2025, crescimento próximo de 15%.
O comportamento é diferente nas ações classificadas pelo Metrô como recapacitação e modernização. O realizado acumulado caiu de aproximadamente R$ 228 milhões para R$ 181 milhões, mesmo com uma dotação maior para essa categoria em 2026.
Estação será a primeira a receber a visita do segundo tatuzão da Linha 2-Verde (iTechdrones)
Linha 2-Verde supera R$ 1,19 bilhão
A expansão da Linha 2-Verde até Guarulhos continua responsável pela maior parcela dos investimentos. O Metrô desembolsou R$ 1,194 bilhão no projeto até julho, contra R$ 1,004 bilhão no mesmo período de 2025. O aumento foi de R$ 190 milhões, ou 18,9%.
A obra compreende 13 novas estações entre Vila Prudente e a região da Rodovia Presidente Dutra. A primeira etapa, com oito estações, está mais adiantada, enquanto os trabalhos da segunda, formada por outras cinco estações, começaram nos últimos meses.
O orçamento reservado ao empreendimento também aumentou, de R$ 2,096 bilhões em 2025 para R$ 2,763 bilhões neste ano. Como a dotação cresceu mais rapidamente que os desembolsos, o índice de execução aparece menor: passou de 48% para 43%.
Um dos dois trens que estrearam na Linha 17-Ouro (Willian Moreira)
Linha 17-Ouro acelera desembolsos
A Linha 17-Ouro apresenta outro movimento relevante. O Metrô aplicou R$ 627,9 milhões no empreendimento entre janeiro e julho de 2026, contra R$ 550,8 milhões no mesmo período do ano passado. São R$ 77,2 milhões adicionais, alta de 14%.
O resultado chama atenção porque a verba reservada à Linha 17 neste ano é menor. O orçamento caiu de R$ 1,62 bilhão para R$ 996,6 milhões, enquanto a execução passou de 34% para 63%.
O primeiro trecho da Linha 17-Ouro, com oito estações, já entrou em operação, mas o empreendimento ainda possui obras em curso, o que mantém desembolsos elevados em 2026.
Trem S30 da Frota S durante testes na estação Jardim Colonial, Linha 15-Prata ((MetrôCPTM))
Linha 15-Prata mantém praticamente o mesmo ritmo
Na Linha 15-Prata, o volume aplicado praticamente não mudou. Foram R$ 381,2 milhões até julho deste ano, ante R$ 386,9 milhões no mesmo período de 2025, pequena redução de R$ 5,7 milhões.
A diferença aparece no orçamento disponível. A dotação destinada ao empreendimento aumentou de R$ 681,7 milhões para R$ 1,066 bilhão, alta de 56%. Por isso, o percentual realizado caiu de 57% para 36%, apesar de os desembolsos acumulados permanecerem próximos dos registrados no ano anterior.
A Linha 15 tem atualmente três estações em obras, Boa Esperança e Jacu Pêssego numa ponta e Ipiranga na outra, além de investimentos relacionados à ampliação da frota de trens.
Projetos de futuras linhas recebem mais recursos
Outra rubrica que avançou é a elaboração de projetos para expansão da rede metroviária. O Metrô desembolsou R$ 55,2 milhões até julho, frente a R$ 33,4 milhões nos sete primeiros meses de 2025, aumento de 65%.
A verba prevista para essa finalidade mais que dobrou, de R$ 91 milhões para R$ 203,1 milhões. Trata-se de uma rubrica abrangente, que reúne estudos e projetos relacionados à futura expansão da malha, incluindo empreendimentos como as linhas 20-Rosa e 22-Marrom.
Imagem conceitual da estação Cerejeiras da Linha 19-Celeste do Metrô
Já a Linha 19-Celeste ainda responde por uma parcela pequena dos desembolsos. Foram R$ 1,29 milhão até julho de 2026, contra apenas R$ 389 mil no mesmo período do ano passado. O orçamento disponível para o projeto é de R$ 23,6 milhões.
A futura ligação entre a região central de São Paulo e Guarulhos encontra-se na etapa de desapropriações. O Metrô ainda não assinou o contrato para projeto executivo e execução das obras, o que ajuda a explicar o volume reduzido de recursos aplicado diretamente no empreendimento neste momento.
Modernização das linhas 1, 2 e 3 tem menos desembolsos
Os investimentos classificados pelo Metrô como recapacitação e modernização somaram cerca de R$ 181 milhões até julho de 2026, ante R$ 228 milhões no mesmo período do ano passado. A redução ocorreu apesar de o orçamento reservado a esse grupo ter aumentado de aproximadamente R$ 442 milhões para R$ 544 milhões.
As ações envolvem principalmente a modernização das linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha. Entre os principais projetos está o sistema de sinalização CBTC, já em operação nas linhas 1 e 2 e em implantação na Linha 3, além da instalação de portas de plataforma.
Portas de plataforma operando na estação Sé (Trilhos que Movem SP)
A Linha 1-Azul recebeu R$ 74,2 milhões até julho deste ano, abaixo dos R$ 86,1 milhões aplicados no mesmo período de 2025. Na Linha 3-Vermelha ocorreu o movimento contrário: os desembolsos passaram de R$ 2,4 milhões para R$ 11,8 milhões. Já os gastos com portas de plataforma recuaram de R$ 35 milhões para R$ 18,1 milhões.
No conjunto de todos os investimentos, o Metrô desembolsou R$ 2,47 bilhões entre janeiro e julho de 2026, R$ 247 milhões a mais que no mesmo intervalo do ano passado. Como o orçamento revisado deste ano é maior, de R$ 5,93 bilhões, a execução corresponde a 42% do total, ante 44% em julho de 2025.
