Destaques Linha 1 Linha 2 Linha 3 Linha 4 Linha 5

Bilhetes múltiplos do Metrô perderão validade em novembro

Mais de uma década depois de encerrar sua comercialização, ainda há passageiros que usam os bilhetes múltiplos de 2 e 10 viagens

Bilhete múltiplo de 10 deixarão de ser aceitos (Lê M.D.)

Foi em maio de 2006 que o governo do estado de São Paulo, na época com Claudio Lembo à sua frente, que o bilhete múltiplo de 10 foi extinto. Pois acreditem: até hoje há passageiros que embarcam com eles, segundo Metrô.

Reportagem exibida nesta segunda-feira (23) no jornal Bom Dia São Paulo (Rede Globo) revelou que das 80 milhões de entradas mensais no sistema cerca de 4 são feitas com o antigo bilhete ainda. Certamente, pessoas que os guardaram ou não sabiam que ainda possuíam viagens válidas.

Mas essa possibilidade deixará de existir a partir do dia 15 de novembro quando o Metrô não aceitará mais nem o múltiplo de 10 nem o de 2, que facilitava a viagem de quem, por exemplo, seguia para algum compromisso e voltava pelo mesmo caminho.

Além da atualização tecnológica ocorrida nesse período em que o bilhete único eletrônico assumiu a maior parte das viagens (e foi a causa do fim do múltiplos assim como por fim às fraudes), há também o aumento do custo da passagem: se em 2006 a tarifa estava em R$ 2,10 (R$ 2 para quem adquiria o bilhete de 10 viagens), hoje paga-se R$ 3,80 nas bilheterias. Ou seja, um aumento de 81% em 11 anos.

40 anos de história

O bilhete múltiplo surgiu em 1976, ou seja, pouco depois que o Metrô de São Paulo foi aberto. A ideia na época era de facilitar a vida dos passageiros, que não precisariam passar pela bilheteria a cada viagem nem carregar vários bilhetes do tipo “Edmonson” para, por exemplo, ir ao trabalho durante a semana. De quebra, ele estimulava o uso do transporte, então longe de levar tanta gente e também sem a abrangência atual – apenas a Linha Norte-Sul, atual 1-Azul, funcionava e ainda incompleta. Já o bilhete múltipo de 2 havia saído de circulação em 2005.

Talvez seja mais prudente aos atuais portadores de múltiplos guardá-los como relíquia do que utilizá-los no Metrô: certamente, dentro de alguns anos eles valerão bem mais que R$ 3,80.

Reprodução de imagem do site Lê M.D.

About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

Leave a Comment