Estação Saúde ‘Ultrafarma’ começa a receber nova comunicação visual

Após o repasse dos direitos de nomeação da estação Saúde para a rede de farmácias Ultrafarma, a comunicação visual da estação está sendo gradualmente alterada

Mais uma estação do Metrô de São Paulo teve o seus direitos de nomeação associados a uma marca. Desta vez trata-se da estação Saúde da Linha 1-Azul que recebeu como patrocinador a rede de farmácias Ultrafarma, que passará a ter o seu nome e marca exibidos na comunicação visual de estações e trens do Metrô.

A mudança da comunicação visual na estação Saúde já começou. O site conferiu em primeira mão os trabalhos iniciais de troca das placas e sinalização. A estação contava com o padrão piloto de comunicação, com placas brancas e que deverá ser gradualmente substituído pela versão mais atual que dá destaque a cor da linha e possui grafia diferenciada.

Na plataforma apena uma pequena parte da plataforma no sentido Jabaquara recebeu a nova sinalização. Espera-se que ao longo da semana a troca possa ser efetuada por toda a extensão da área de embarque.

Novo padrão de comunicação adotado na estação Saúde (Jean Carlos)

Na área paga do mezanino, as placas sofrem maiores modificações. As mudanças mais visíveis são na indicação de destino de embarque das plataformas que são retroiluminadas. A SSO e os painéis de informações também foram modificados, apesar dos novos mapas da linha ainda não serem completamente instalados.

Na área livre, as principais modificações foram nas indicações de saída da estação. As placas agora indicam com maior clareza os principais logradouros, lado par ou ímpar, bem como a identificação do acesso através das letras do alfabeto. A mudança simplifica e ajuda na localização dos passageiros.

Os passageiros que embarcam na estação também contam com a possibilidade de identificar de forma facilitada o local para a compra de seus bilhetes e também a área de embarque.

Os ambientes externos ainda não sofreram alterações. Tanto as fachadas como os totens ainda não receberam o novo padrão, algo que deverá ser realizado em breve.

Em linhas gerais, as mudanças promovidas pela nova comunicação visual trazem maior clareza de informações para o passageiro além de uma percepção positiva para quem adentra a estação, uma vez que a impressão visual se torna mais agradável e condizente com a linha que está se utilizando. 

Identidade visual antiga em processo de troca (Jean Carlos)

A implantação do naming rights na identidade da estação está sendo, por enquanto, benéfica sob o ponto de vista econômico e não tem agredido de forma bruta a identidade das estações que ainda preservam seu nome principal, fator fundamental para sua correta localização e identificação.

Os direitos de renomear a estação Saúde foram obtidos pela empresa DSM – Digital Sports Multimedia, em leilão realizado pelo Metrô em 2021. Posteriormente, ela fechou o acordo com a Ultrafarma por um valor não revelado – para a companhia estatal, a DSM repassa um valor mensal de R$ 71,9 mil até 2031, daí imagina-se o quanto ela pode faturar ao ser intermediária no negócio.

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  1. Sou contra essa coisa de alterar ou acrescentar nome em estações. Colocar nome de times de futebol, alterar o nome da estação Ponte Pequena para Armênia, acrescentar nome de prefeito em estação de trem, nome de piloto de F1 na estação Jd SP e agora acrescentar nome de farmácia na estação Saúde é de um mau gosto e vulgaridade sem tamanho, na minha opinião, claro. Não sei se a homenagem é porque o dono da Ultrafarma está bancando, por que, se não for, a Farma Conde também poderia reivindicar seu nome na estação. Daqui a pouco, corremos o risco de ver uma drogaria SP ou qualquer outra grande empresa que pagar bem, ter seu nome acrescido nas estações de metrô e trem e haja poluição visual.

    1. É só aqui em São Paulo que tem essas frescuras, no Rio não tem nada disso deveria ter apenas nome de bairro e só…

      1. A estação Carrão é a pior de todas, pra piada ficar completa só falta eles mudar o nome pra macarrão pra combinar com Assaí atacadista🤭

  2. Bem melhor! Que a cor da linha predominante volte a ser padrão na malha metroferroviaria inteira com ou sem Naming Rights.

    1. O Metrô de São Paulo não sabe o que eles querem, começam a adotar aquele layout sem sentido branco, depois tem o padrão adotado nas linhas 4, 5, 15 e 17, e ao invés de seguir o que já vinham adotando nas linhas novas, voltam para o padrão antigo.

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