A grande concentração de moradores e baixa oferta de empregos na Zona Leste tem dificultado o isolamento social proposto pelo governo do estado e pela prefeitura da capital. Isso tem ficado evidente pelo fato de a Linha 11-Coral, que atende a região e outros municípios mais distantes, continuar a ter uma oferta plena de trens em horário de pico, conforme afirmou o presidente da CPTM, Pedro Moro nesta semana.

O fenômeno também atinge a Linha 3-Vermelha, embora em menor grau. Segundo dados divulgados pelo Metrô, o ramal teve uma média diária de 323 mil viagens em abril, praticamente 17% acima da Linha 1-Azul e que era a mais movimentada da rede até antes da crise do coronavírus. Enquanto a mais antiga linha metroviária apresentou uma queda de 80% no seu movimento do mês passado comparado a fevereiro (último mês de funcionamento normal), a Linha 3-Vermelha teve uma queda de pouco mais de 76%. Embora pareça marginal, essa diferença significou transportar mais de 1,1 milhão de pessoas durante todo o mês de abril.

Entre os quatro ramais operados pela Companhia do Metropolitano de São Paulo, a Linha 2-Verde voltou a apresentar os números mais baixos, com média de apenas 155 mil usuários/dia. Além do impacto da quarentena, a linha também perdeu parte da demanda que era atraída pela Linha 15-Prata de monotrilho e que está sem operar desde o final de fevereiro. A queda no movimento entre fevereiro e abril nesse ramal foi de 81%.

A tendência é que os números de passageiros transportados possa apresentar um leve crescimento em maio. As razões envolvem uma pequena queda no índice de isolamento social medido pelo governo do estado, que foi de 52% no mês passado e apontava 51% neste mês, e também o rodízio mais amplo introduzido pela prefeitura da capital e que fez o número de usuários do transporte coletivo ser ampliado.

As linhas 4-Amarela e 5-Lilás ainda não tiveram os dados divulgados pela ViaQuatro e ViaMobilidade, respectivamente.

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