Confira as ações da CPTM nas estações do Alto Tietê e no Expresso Leste

A criação de banheiros em Brás Cubas, aprimoramentos da segurança no lavador de Jundiapeba e as melhorias no Expresso Leste diminuíram o tempo de viagem de 70 para 63 minutos.
Estação Mogi das Cruzes (Jean Carlos)

Nos últimos anos, a CPTM tem realizado uma série de investimentos em suas linhas. O site tem destacado as melhorias realizadas na Linha 11-Coral no âmbito da manutenção e da operação, com destaque especial a estação Guaianases. Nesta matéria daremos foco às ações ao longo do trecho com destaque ao Alto Tietê e Expresso Leste.

Alto Tietê

Na região do Alto Tietê algumas estações foram destacadas. Uma delas foi Suzano, que possui um grande prédio operacional e onde ocorre a troca de maquinistas na Linha 11. A estação também será a última que receberá o CBTC.

Na região de Jundiapeba está localizado o lavador de trens que atualmente está inoperante. Toda a limpeza dos trens é realizada de forma manual e, para garantir a segurança dos empregados, foi instalada uma linha de vida para trabalhos em altura.

Linha de vida instalada no lavador de Jundiapeba (Jean Carlos)

Na estação Brás Cubas os banheiros da estação foram construídos, de forma que agora todas as estações da CPTM possuem sanitários para o uso dos passageiros.

Um ponto discutido foi a tentativa de concessão das estações na cidade de Mogi das Cruzes. A ideia era promover a exploração comercial com contrapartidas na reforma das paradas ferroviárias. O certame acabou sendo fechado sem sucesso.

Outra questão bastante complexa são as passagens em nível na região da estação Mogi das Cruzes. Muitas delas requerem ações especiais em conjunto com a prefeitura para permitir a integração das duas margens da cidade.

Passagem em nível em Mogi das Cruzes (Jean Carlos)

Expresso Leste

A adoção do serviço Expresso Leste em meados da década de 2000 é considerada uma das ações mais bem sucedidas do transporte sobre trilhos. Apesar do grande acerto, as características do projeto tiveram algumas implicações de segurança pública.

Em 2019 um alagamento acabou afetando a operação da Linha 11-Coral entre José Bonifácio e Dom Bosco. Na época foi alegado problemas nas bombas de drenagem por conta de furtos de cabos.

Tuneis da Linha 11-Coral (Jean Carlos)

Atualmente o cabeamento passou por modificações quanto à sua alocação. Originalmente eles eram alocados em bandejas, o que facilitava a ação de criminosos.

Outro caso que gerou impacto na operação foi a erosão de uma galeria na região de Artur Alvim. O reparo da galeria foi bem realizado de forma que os trens já circulam com velocidade normal na região.

Algumas áreas próximas à estação Artur Alvim poderão se transformar em estacionamento de trens com capacidade para até dez composições, possibilitando a alocação de trens estratégia no começo da operação.

Região da estação Artur Alvim onde houve a erosão (Jean Carlos)

Sobre as estações antigas da Linha 11-Coral, algumas delas ainda estão de pé e em estados distintos de utilização. É o caso das estações Eng. Artur Alvim e Vila Matilde que ainda possuem prédios operacionais preservados. Em Vila Matilde, o prédio foi cedido para a prefeitura.

Algumas estações já foram demolidas, como é o caso de Patriarca e Carlos de Campos, que dará lugar à nova estação Penha. A estação Eng. Sebastião Gualberto ainda possui as plataformas em pé, mas dificilmente será demolida sem que haja interrupção na operação. Atualmente, a parada desativada não impacta na velocidade dos trens.

Antiga estação Vila Matilde (Jean Carlos)

Quanto à nova estação Penha, que será construída no mesmo lugar da antiga estação Carlos de Campos, deverá ser de responsabilidade do Metrô. Esta nova estação trará muitos benefícios para os passageiros da Linha 11-Coral, já que contará com integração com a Linha 2-Verde.

Essa série de ações que foram desenvolvidas e estão em processo de implantação resultaram em melhorias para o conforto do passageiro e no aumento da velocidade em alguns trechos. Antes, a viagem total que era de 70 minutos, hoje é executada em 63 minutos.

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3 comments
  1. E as estações da linha 12 Safira que fazem parte do Alto Tietê? Não haverá melhoras?
    Além da demora do tempo de trajeto,falta de informações e geralmente pede para os usuários desembarcar e esperar o próximo trem e quanto a acessibilidade não tem escada rolantes e nem elevador na maioria das estações.

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