CPTM adia por tempo indeterminado licitação para nova estação Ipiranga

Certame realizado anteriormente havia fracassado quanto ao recebimento de propostas

Estação também contará com paineis solares para captar energia
Estação também contará com paineis solares para captar energia (CPTM)

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) informou nesta terça-feira, 4, em nota no Diário Oficial que o processo licitatório para contratar empresa ou consórcio responsável para implantação da nova estação Ipiranga da Linha 10-Turquesa foi adiado.

No informe, o aviso classifica como adiada em “sine-die”, ou seja, sem uma nova data marcada e ou por prazo indeterminado.

A medida ocorre meses após a própria CPTM declarar a licitação fracassada. Na ocasião, a estatal não conseguiu chegar a um acordo financeiro com os três consórcios participantes da disputa.

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O processo havia chegado à fase de negociação após a desclassificação dos dois primeiros colocados. Em seguida, o consórcio Paulitec-Agis, terceiro colocado, também recusou a proposta de redução de valores apresentada pela companhia, levando ao encerramento da concorrência sem vencedor.

Embora a CPTM não tenha informado as razões para a revogação, a expectativa é que o edital seja revisado antes de um eventual relançamento da licitação.

Linha 15 deve chegar à região em 2028

A reconstrução da estação Ipiranga é fundamental porque a atual estrutura da Linha 10-Turquesa não foi projetada para receber o volume de passageiros esperado com a chegada da Linha 15-Prata.

O Metrô está construindo a estação Ipiranga do monotrilho ao lado da ferrovia e prevê concluir o novo trecho em 2028. Sem a ampliação da estação da CPTM, a transferência entre os dois sistemas ocorreria em instalações consideradas inadequadas para a demanda futura.

O projeto prevê a substituição da atual estação por uma estrutura mais ampla e moderna, conectada diretamente à Linha 15-Prata por meio de uma passarela de integração.

A configuração divulgada anteriormente pela CPTM inclui duas plataformas centrais com 190 metros de comprimento, acessos dotados de elevadores e escadas rolantes, além de novos espaços de circulação e atendimento aos passageiros.

A obra também contempla uma reorganização das vias ferroviárias para melhorar a operação da Linha 10-Turquesa no trecho. O prazo para que a obra saia do papel, contudo, está apertado, ameaçando criar uma conexão provisória para os usuários que utilizarem o monotrilho.