CPTM atualiza ‘ferrovia híbrida’ entre Santos e Cajati, que terá transporte de passageiros e carga
Estatal prevê trens diferentes para cobrir os 233 km de extensão, 13 estações e integração com outros modais na Baixada Santista
A CPTM apresentou novas informações sobre o projeto de ligação ferroviária entre Santos e Cajati, ainda em fase de estudos, mantendo a proposta de reativação do corredor com uso misto para transporte de passageiros e cargas. Os dados atualizados seguem, em grande parte, as diretrizes já divulgadas anteriormente pela estatal.
O projeto prevê uma ferrovia de 233,6 km de extensão, com 13 estações ao longo do trajeto, conectando a Baixada Santista ao Vale do Ribeira. As cidades atendidas permanecem as mesmas indicadas nos estudos preliminares, incluindo São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe, Registro e Cajati.
A demanda estimada segue entre 28 mil e 32 mil passageiros por dia. Também permanece a previsão de transporte de carga, com cerca de 600 contêineres diários, indicando uso da infraestrutura para logística regional além do serviço de passageiros.
O tempo de viagem projetado é de cerca de 2h20 para passageiros e de aproximadamente três horas para cargas. O material mais recente também cita o uso de sinalização no padrão ETCS nível 2 e trens autopropulsados ou híbridos com biocombustível.
O traçado do trem Santos-Cajati (CPTM)
Há diferenças em relação às estimativas anteriores de frota. A CPTM menciona agora composições com duas unidades para a Baixada Santista, com capacidade total de 396 passageiros, e trens de uma unidade para o Vale do Ribeira, com 198 passageiros. Em estudos anteriores, a previsão era de composições com dois e quatro carros, com capacidade menor.
Outro ponto alterado é o valor estimado do investimento. Projeções anteriores indicavam entre R$ 19 bilhões e R$ 21 bilhões, enquanto o material mais recente aponta cerca de R$ 16 bilhões, o que pode indicar revisão de premissas do projeto.
A proposta inclui conexão com o VLT da Baixada Santista, o Porto de Santos e o Trem Intercidades com destino à região, inserindo a ferrovia no conjunto de sistemas previstos para o litoral paulista.
O projeto ainda não possui cronograma definido para licitação ou concessão. A CPTM segue na fase de consolidação do traçado e das premissas técnicas antes de avançar para etapas posteriores.

– Ô do marketing, o que o pessoal tem falado dos projetos nas redes sociais?
– Eles falam que não tem problema em ser trem de carga junto com trem de passageiros. Alguns falam em “nostalgia” porque quando eram crianças eles viajaram com seus pais…
– Tá, então vamos anunciar que vai ser trem de carga e de passageiros.
– Mas não tava já no projeto algo assi…
– Shiiiiuuu… Depois de outubro conversamos…
Acredito que desde que não afete o transporte de passageiros, a opção de carga é ótima, pois tem uma grande demanda em ligar Curitiba ao porto de Santos, logo o investimento nessa área de Cajati que sempre foi pouco desenvolvida e olhada pelo estado, com investimentos da CPTM e interesses privados nessa ligação, veremos uma nova era para a região
Esta ferrovia desativada tem um grande potencial para uma shortline, porém só será viável se realmente operar o transporte misto, levando em conta que são as cargas que trazem lucro para a ferrovia.
O importante agora é manter a idéia, e começar a fazer planos de verdade.
Essa ferrovia teria um papel fundamental no transporte integrado de passageiros e na logistica de cargas.
Que se torne realidade!
Por isso que fiz a piada acima que acho que ninguém pegou. Sempre ventilaram a ideia da ferrovia de cargas e passageiros. Só que bem, época eleitoral e os caras só anunciam, como sempre. Fazer é outros 500… E até então, a ideia que eu me lembre era ir até Registro para passageiros.
Sempre foi o trecho completo, esse mesmo site já noticiou isso