CPTM prevê viagem de trem de Santos a Peruíbe em apenas 48 minutos
Futuro serviço ligará a Baixada Santista ao Vale do Ribeira.
A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) divulgou nesta terça-feira, 14, novas informações sobre o projeto de trem entre Santos e Cajati, com parada em Peruíbe.
A atualização do serviço ferroviário ocorre pouco tempo depois de sites buscando cliques, colocar prazos e até afirmar o modelo de trem escolhido, algo que não é verdade e foi esclarecido em matéria.
De acordo com a estatal, o projeto funcional do futuro trem entre a Baixada Santista e o Vale do Ribeira contará com 223,6 km de vias e será concluído em dezembro deste ano, permitindo a etapa seguinte, onde Peruíbe será um “ponto intermediário” com parada.
O desenvolvimento do estudo é conduzido pela área de Desenvolvimento e Expansão de Transporte da CPTM e atualmente se encontra no levantamento topográfico aerofotogramétrico da região.
Após isto, em dezembro será iniciado os estudos técnicos que subsidiarão o anteprojeto de engenharia. Com ele serão definidos parâmetros do serviço, estruturas e contextos operacionais.
Quais regiões serão atendidas?

A previsão inicial é a implantação de 13 estações: Santos, São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, Itanhaém, Peruíbe, Itariri, Pedro de Toledo, Miracatu, Juquiá, Registro, Jacupiranga e Cajati.
Os pontos de embarque e desembarque permitirão acesso a cidades costeiras, ou seja, com praias, e também outras mais para dentro da região sul do estado.
Até o momento não há definição se essa será implantada e operada pela CPTM, em regime de Parceria Público Privada, ou cedido para a iniciativa privada através de leilão e contrato de concessão.
Peruíbe contará com dois serviços
A cidade de Peruíbe será atendida pelos dois serviços paradores, o primeiro entre ela e Santos com duração de 48 minutos e o segundo saindo de Peruíbe até Cajati, realizado em cerca de 114 minutos.
O tempo total de ponta a ponta será de quase três horas pelo serviço parado, mas o passageiro terá a sua disposição um transporte expresso com 2 horas e 20 minutos de tempo da viagem.
Custos, integrações e estimativas

O Governo de São Paulo estima um investimento entre R$ 19 e R$ 21 bilhões para atender o transporte de carga com mais de 600 contêineres diários e 32 mil pessoas com os trens de passageiros, no serviço parador e expresso.
Os trilhos existentes serão avaliados para constatar as suas condições operacionais para o reaproveitamento do traçado e pontos em melhores condições.
O trem utilizado deve ser um híbrido combinando uso de tecnologias em eletricidade e a combustão, reduzindo impactos ambientais na região atendida.
Além disso, o sistema será integrado ao sistema de Veículo Leve sobre Trilhos, o VLT da Baixada Santista e ao futuro Trem Intercidades (TIC) Santos–São Paulo, este segundo também em fase de projeto.
