CPTM vai recuperar ponte ferroviária da Linha 10-Turquesa em Santo André

Licitação prevê reabilitação estrutural de travessia sobre o rio Cassaquera, próxima à estação Utinga

Estação Utinga (Jean Carlos)
Estação Utinga (Jean Carlos)

A CPTM lançou uma licitação para recuperar a ponte ferroviária sobre o rio Cassaquera, na Linha 10-Turquesa, em Santo André, nas proximidades da estação Utinga. A sessão pública estava marcada para 30 de abril, mas até o momento a companhia não divulgou a ata do certame.

Os documentos técnicos indicam que a estrutura demanda uma intervenção abrangente, com sinais de deterioração típicos de obras de arte especiais em concreto. O escopo inclui remoção de trechos comprometidos, recomposição de partes danificadas e tratamento de fissuras, o que sugere desgaste avançado, infiltrações e possível exposição de armaduras.

Entre os serviços previstos estão escarificação mecânica do concreto, limpeza por hidrojateamento e recomposição com argamassa estrutural e microconcreto. Também há itens para injeção de fissuras com resina epóxi e aplicação de proteção anticorrosiva em armaduras, medidas adotadas quando há perda de cobrimento e início de corrosão.

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A recuperação prevê ainda a aplicação de sistemas de impermeabilização e pintura protetiva em cerca de 790 m² da estrutura, etapa voltada a reduzir a ação de agentes agressivos e prolongar a vida útil da ponte. O volume estimado de resíduos a ser removido ultrapassa 700 toneladas, indicando que a intervenção envolve retirada significativa de material deteriorado.

Obra deve ocorrer nas proximidades da estação Utinga e levarem 12 meses (Jean Carlos)

O edital também contempla a implantação de estruturas provisórias de acesso, como andaimes e uma ponte auxiliar, além de intervenções em drenagem e instalação de iluminação no local.

O prazo de execução previsto é de cerca de 12 meses a partir da assinatura do contrato, o que indica uma intervenção prolongada em um ponto sensível da linha.

Não há menção explícita a intervenções na Linha 10-Turquesa, mas o contrato prevê execução com acessos controlados à via e em convivência com a operação ferroviária. Esse tipo de condição normalmente implica trabalhos em janelas noturnas ou períodos de menor circulação, além de possíveis restrições operacionais pontuais durante a execução dos serviços.