Deputado apresenta proposta para agricultores familiares venderem produtos nos trens e metrô
Intenção do parlamentar é criar espaços para uso deste grupo de pessoas, aproveitando o grande fluxo de pessoas desses locais
Nesta quarta-feira, 6, o Deputado Estadual, Teonilio Barba (PT), apresentou na Assembleia Legislativa, o Projeto de Lei 420, que trata da concessão de espaços comerciais dentro de estações de trens e metrô, para uso por agricultores familiares.
Segundo a proposta, a lei tem por finalidade, assegurar que este grupo de pessoas tenha o direito de expor e vender seus produtos em espaços públicos com grande circulação de pessoas, inclusive em terminais rodoviários.
Desta forma os agricultores e ou cooperativas, devem, inclusive nas linhas operadas pelas concessionárias, ter um espaço adequado dentro das estações, com estrutura de forma gratuita, ou com a cobrança de valor simbólico que não inviabilize a comercialização.
Entretanto, caso aprovada a lei, os agricultores devem seguir as normas de higiene sanitária, preferencialmente vender produtos orgânicos ou sem agrotóxicos e com preços iguais ou inferiores ao praticado no varejo.
O Poder Executivo poderá firmar convênios com municípios, universidades, entidades representativas da agricultura familiar e organizações da sociedade civil para apoiar a execução desta lei, especialmente no que diz respeito à logística e transporte dos produtos.
Na justificativa, o deputado Barba, destaca que a agricultura familiar é responsável por mais de 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, mas que ainda sim, estes comerciantes encontram dificuldades para acessar mercados nos grandes centros, especialmente pelos custos.
De acordo com o enquadramento, agricultor familiar é aquele que atende os requisitos definidos por Lei Federal e está devidamente enquadrado no Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF).
O projeto deve agora, iniciar a sua tramitação interna na Assembleia Legislativa, por meio das comissões internas, antes de seguir para votação pelos parlamentares.

Sabe o que é engraçado nesta proposta de lei? Apesar de soar como boa ideia, o que mais se tenta é justamente por espaços de vendas em pontos de movimento público (terminais de ônibus e trens), e no final o que (infelizmente) se consolidou é mais as “franquias” (baff que o diga).
E neste caso, talvez soa mais lógico incentivar a manutenção de mercados municipais para justamente atender a venda de agricultores pequenos. Os mercados municipais hoje acabaram virando “concessões” para mercadinhos de luxo.
Uma curiosidade: regiões de frente de saídas de estações e terminais muitas vezes tem “mercados informais” ou mesmo “camelódromos oficiais” – Carapicuíba mesmo é um exemplo. Em Itapevi, ficava muitos vendedores ambulantes na passarela (que costumam comprar as coisas no CEASA), e nos tempos atuais ficou a fiscalização evitando eles ficarem na região.
É uma pena que muitas destas ideias é só para eles dizerem que “fizeram alguma coisa” e por no currículo para as eleições futuras.
falta do que fazer de mais um deputado petista, alguem avisa para ele que para isto existem mercados municipais e pontos de vendas em toda a cidade, acho que ele nao anda de METRO! alguem por favor avisa ele que as estações e trens do METRO estão superlotadas nos horarios de pico e esta ideia seria péssima se implementada! espero que esta proposta nunca prospere!
Engraçado que ninguém reclama de superlotação pra concessionária que onera o estado com um repasse de R$6,00 por passageiro colocando 50 quiosques de fastfood em todas as estações, vcs são mto ignorantes, defender transporte público é essencialmente uma prática política de esquerda, não sabem nem o mínimo doq signfica direita e esquerda, uns jumentos que só sabem dar chilique aqui no site
Se fosse deputado do PL você ia amar, né?
Ano de eleição é a época que muitos deputados lembram para que foram eleitos e por acaso os deputados do PT em São Paulo se lembraram que podem propor leis kkkkkk
Definitivamente estações de metrô não são locais apropriados para venda de alimentos in natura. Para q existem mercados????Típico de cabeças ocas-oportunistas de ideais comunistas!!!!!!!!!!!!!!!!!!
O papagaio de pirata que nem deve saber o que é comunismo, claro…
Tá faltando assunto nesse site! Mais um tema irrelevante dando destaque pra proposta de algum político esquerdista. E não é a primeira vez! De qualquer forma, se for aprovada na câmara, não será surpresa se o comércio irregular que impera no lado de fora das estações do metrô seja colocado lá pra dentro como desculpa de “agricultura familiar”.
O que o site tem a ver com mais essa proposta estapafúrdia? O MetrôCPTM está apenas cumprindo seu papel, de noticiar, de informar as pessoas.
Esse cara deve ter passado as férias na Índia. O local é totalmente inadequado para este tipo de comércio. Só vai atrair sujeira, roedores nos túneis, etc…
Gostei da ideia! Alimentos de qualidade em um transporte que deveria ser Público. Acionistas querem lucro, abram um banco.
O metrô é um meio de transporte, não um supermercado. A função do sistema é transportar passageiros e não ser usado para lacração nas redes sociais.
Às vezes tem que falar o óbvio…
hahahahaha… o que mais fã de transporte faz nestes comentários, fóruns e redes sociais é justamente lacração, mesmo se for CONTRA políticas sociais, né? :p
Você vive se portando como guerreiro da justiça social por aqui, mais lacrador impossível.
Vindo de ti, para mim é elogio isso :p
Sim! É melhor ser guerreiro da justiça social, do que guerreiro da ViaMobilidade, como o cidadão aí.
Tem um ponto.
Acho que no caso das estações paulistas, elas não comportam isso bem, vamos dizer. Não que não seja possível por algo que trabalhe com produtos frescos nas estações, mas sei lá. Não acho tão prático a manutenção de um sacolão em estação de trem. Mas talvez seja só preconceito meu. Acho que estações que tem mini-shoppings (Vila Sônia / São Bento) ou Shoppings anexos (Santa Cruz / Tucuruvi) por terem possibilidade de mercados no prédio, até soa melhor. Mas não consigo imaginar Itapevi ou Estudantes com isso.
Raciocinando melhor aqui, o que daria para até aprimorar esta ideia é na verdade criar BOLSÕES NAS PROXIMIDADES, ou seja, incentivar a instalação de mercados ou mini mercados municipais com preferência em agricultores familiares ou de baixa escala. Aí por exemplo ao invés de Engenheiro Cardoso ter uma biqueira de drogas na escadaria, arruma ou adapta o camelódromo que a prefeitura queria instalar nos acessos e deixa de forma que incentive que faça uma “feira de alimentos” diária ou variável.
Até porque leis assim se bem ajustadas permite que as regiões de entorno de estações ganhe relevância e permita manutenção.
Bolsões nas proximidades seria excelente também, visto que incentivaria mais movimento nos arredores de estações que estão localizadas em bairros com pouca estrutura comercial.
Exato! O entorno da Lapa L8 até que ficou legal (pena que gentrificado, o que significa custos mais caros para quem opera lá). Se a ideia é deixar bacana e não deixar caro para quem vai vender, é ótimo.
Já se vende fast-food e guloseimas nas estações, o que pode atrair ratos, baratas e pombos. Então vender hortifruti não causaria o apocalipse sanitário que parece.
Mas tem que ser em quiosque na área de passagem, nada de sair vendendo alho na mão dentro do trem!
Claro que causaria. Você está comparando produtos industrializados com produtos naturais e rapidamente perecíveis.
Fui fazer meu comentário para o Jurandir e depois vi o seu. E é isso – faz mais sentido fazer pontos de vendas nos arredores das estações (desde que bem organizado) do que dentro da estação se tiver condições.
A ideia não é tão ruim, mas é um pouco “fora da curva”.
AH! LEMBREI DE UMA COISA! No Rio de Janeiro tem muito mercadinho na porta dos acessos dos trens da Super Via – lembrei disso agora pois eu tinha ido lá e esqueci deste detalhe.
Uma coisa é você passar em um quiosque da estação pra tomar um café ou forrar o estômago, antes ou depois de pegar o trem. A finalidade ali é essa, uma comodidade adicional para a viagem!
Outra coisa é fazer feira dentro da estação, antes ou depois de pegar o trem.
Deve ser maravilhoso entrar em um trem lotado carregando alface, tomate, mexerica, etc.
Ou ainda comprar essas coisas depois de descer do trem, mas ter que embarcar com elas no ônibus lotado que vai te levar da estação ate a sua casa.
E ainda tem a questão da logistica::
– No quiosque de lanche, os produtos são em sua maioria industrializados e armazenáveis em pequenos espaços.
– Nos sugeridos quiosques-feira, trabalha-se com produtos altamente perecíveis, de reposição diária, que exigem manejo sensivel e condições adequadas de umidade pra evitar deterioração, odores e restos orgânicos.
Na boa, a idéia pode até parecer simpática, mas é totalmente fora da realidade.
Na prática é só mais um “excelencia” buscando os holofotes em ano eleitoral.
Com todo o respeito, quem usa metrô todo o dia, saindo do trabalho, exausto, não merece alguém gritando no ouvido comércio. O comércio irregular é um velho conhecido de nós, passageiros, agora tornar isso regular, é transformar um percurso que já é complicado (superlotação, problemas técnicos diários, pouco espaço) em algo que sabidamente atrapalha o fluxo de passageiros dentro das composições, gera estresse e incômodo a muitas pessoas. Um desserviço esta proposta. Talvez viabilizar que estas pessoas tenham espaço próprio para seu comércio dentro das estações em locais adequados e que não atrapalham o fluxo das pessoas seja o correto. Mas uma deputada que talvez nunca tenha entrado num trem na vida…
Acho que o problema é outro, porque uma loja regularizada não vai ficar colocando anúncio alto ou botando alguém para gritar “olha cara o alho! pra comê com cenoura!”
Como dito em outros comentários, o problema maior é a manutenção de espaço mesmo, pois para trabalhar com produtos frescos, precisa de toda uma infraestrutura, e nem todas as estações tem.
só a corja dos sindicalistas defendendo essa proposta esdrúxula