Motiva avalia parceiros para expandir participação em concessões sobre trilhos
Empresa cita linhas 1-Azul e 2-Verde como potencial interesse em investimento e operação
Na última semana, a Motiva realizou sua teleconferência apresentando os resultados do primeiro trimestre de 2026, atualizando investidores dos planos futuros da holding.
Nas palavras do vice-presidente de finanças e relações, Rodrigo Alves, a empresa avalia possibilidades de futuras concessões sobre trilhos em São Paulo, em especial os ativos metroviários, como a Linha 1-Azul e Linha 2-Verde.
Estes dois ramais até o presente momento não foram divulgados por meio do Governo do Estado ou canais oficiais, como o site da Secretaria de Parcerias em Investimentos, informações de uma eventual concessão do Metrô para a iniciativa privada.
No entanto, a análise da Motiva e o seu olhar para estes ramais metroviários, pode sinalizar uma futura ação do Estado para conceder as linhas.
Mas na visão do executivo, Rodrigo Alves, estes ramais representam um potencial interesse para investir e operar o atendimento dentro da cidade de São Paulo.
Na mesma conferência, a Motiva também informou estar em busca de novos investidores para compartilhar a participação na plataforma de trilhos, sem especificar em quais seriam. Houve a procura de empresas com diferentes perfis, como fundos de pensão e grupo com atuação na área de infraestrutura, ou com experiência em receitas acessórias, por exemplo, mídia e publicidade.
O braço ferroviário respondeu por um EBITDA ajustado de R$ 587 milhões no período, com margem de cerca de 60%, conforme a apresentação divulgada pela empresa .
A movimentação ocorre em meio a um processo de concentração dos ativos em torno da nova marca da antiga CCR, que está substituindo a estratégia de concessionárias dedicadas a uma ou duas linhas.

Tirar do monopólio do Estado e deixar no monopólio da iniciativa privada pra quê?
Tem horas que é melhor ficar quieto.
Assim que funciona as concessões meu caro, por isso sempre defendo apenas privatizações junto desregulamentação e redução das burocracias para evitar trocar 6 por meia dúzia.
O transporte público é um monopólio do estado, não importa quem realiza a operação (próprio estado ou a iniciativa privada).
Notem bem:
Ampliar o concessionamento à outras Linhas…
NÃO ampliar os investimentos e melhorias naquilo que já está concessionado!
Pegar concessões de ferrovias virou uma fabrica-de-dinheiro:
O concessionário apenas assume a Linha, e o estado o remunera generosamente. E a qualquer “espirro”, o estado reajusta a já generosa remuneração.
Aí é muita moleza, e às custas do nosso dinheiro….
E o serviço, ó…(top-top-top…).
E realizar a operação, manutenção e obras de recuperação não exige investimento algum?
Isso é moleza por acaso?
Já sei, você deseja que o Metrô tenha 20 mil funcionários públicos para pressionar as finanças do estado. Isso é moleza, né?
Investimentos em operação, manutenção e recuperação é o que o Metrô e a CPTM estatais sempre fizeram, e bem melhor do que as tuas admiradas concessionárias privadas o fazem. Aliás ambas estatais já faziam ainda melhor, antes que os sucessivos governos gradativamente lhes reduzirem as verbas e os investimentos (redução que essa que voce nega!).
Lembrando ainda que os “investimentos” das tuas admiradas concessionárias são essencialmente bancadas pelos generosos repasses contratuais de verbas públicas.
E pela sequência de problemas e incidentes, tais “investimentos” não fazem o prometido sucesso entre o passageiros. Mas está bombamdo na forma de altos lucros na Bolsa de Valores, a ponto de atrair a atenção de outros apostadores financeiros.
Sim, eu prefiro um Metro e uma CPTM estatais com 20 mil funcionários que faça as coisas funcionar como se deve.
Até porque, além de ser melhor, fica mais barato do que concessionar, enugar e funcionar meia-boca, só pra gerar altos
lucros-em-Bolsa a meia dúzia de engravatados.
E lógico que tem interesse nas linhas, pega tudo só para arrecadar sem ter investido nada, aí fica fácil né?
Via 4, via mobilidade, Motiva, tudo da CCR monopólio total.
Ainda querem mais?