Estado de greve aprovado na Linha 10-Turquesa, mas o que isso significa na CPTM?

Sindicato ligado à antiga Fepasa ameaça paralisação enquanto acompanha tramitação de Projeto de Lei para garantia dos empregos no setor

Trem da Série 8500 operando na Linha 10-Turquesa
Trem da Série 8500 operando na Linha 10-Turquesa (Metrô CPTM)

Em assembleia realizada nesta segunda-feira, 10, os trabalhadores da Linha 10-Turquesa operada pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), aprovaram o “estado de greve” para mostrar o descontentamento ao Projeto de Lei apresentado na semana passada para assegurar os empregos dos ferroviários.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo, que representa funcionários da antiga Fepasa, a proposição de lei tem brechas que não asseguram por completo os empregos dos funcionários da estatal. Entre os pontos questionados estão que não há discussão de salários, de locais de trabalho, tempo de casa e que a medida autoriza o governador a garantir, mas não determina, ou seja, sem um valor de fato.

De acordo com Lucas Dameto, representante do Comitê CPTM, durante a assembleia, caso não haja uma reedição da proposta apresentada pelo Governo do Estado, uma greve poderá afetar o ramal.

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Está previsto para o próximo dia 18 de agosto, uma manifestação dos ferroviários pedindo mudanças no Projeto de Lei e apoio dos parlamentares, eliminando os problemas apontados.

Trem da Série 8500 na estação Luz da Linha 10-Turquesa ((MetrôCPTM))

Estado de greve

A definição de estado de greve significa uma prontidão para uma possível paralisação, mas não uma greve marcada como ocorreu nas linhas 11, 12 e 13, cujo sindicato, ligado aos trabalhadores da antiga Central do Brasil.

Em virtude de a CPTM ter herdado ferrovias do passado, nada menos que três entidades representavam seus funcionários. O sindicato ligado à antiga Estrada de Ferro Sorocabana, dos empregados que operam as linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, lida agora com a ViaMobilidade.

O Projeto de Lei 777/26 que foi responsável por encerrar a greve nas linhas 11, 12 e 13 na semana passada inclusive, recebeu nesta terça, 11, treze emendas modificando o texto original para atender as reivindicações da categoria.

Caso não haja mudanças no documento, uma greve não está descartada. No entanto, não há até o presente momento, data marcada para nova paralisação.