Convênio entre Metrô e CPTM é expandido para R$ 136 milhões

Acordo começou com previsão de R$ 9 milhões e hoje serve de base para compartilhamento de serviços; cessão de funcionários para a Linha 17-Ouro é um dos exemplos já conhecidos

Linha 17-Ouro: cartão postal
Linha 17-Ouro: cartão postal (iTechdrones)

O convênio de cooperação firmado entre o Metrô de São Paulo e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) passou por uma transformação significativa desde que foi assinado, no fim de 2025. Criado inicialmente com valor estimado de R$ 9 milhões, o acordo recebeu dois aditivos neste ano e agora movimenta R$ 136,4 milhões, tornando-se um dos principais instrumentos de integração entre as duas estatais.

Os documentos mostram que o convênio foi concebido para permitir que Metrô e CPTM compartilhem recursos técnicos e operacionais por meio de planos de trabalho específicos. Entre as possibilidades previstas estão prestação de serviços, desenvolvimento de projetos, cessão de equipamentos, intercâmbio de tecnologia, apoio operacional e fornecimento de mão de obra especializada.

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O primeiro aditivo, assinado em fevereiro, elevou o valor do acordo de R$ 9 milhões para R$ 29 milhões. Já o segundo, formalizado nesta semana, acrescentou outros R$ 107,4 milhões, fazendo o convênio atingir R$ 136,4 milhões.

Apesar do crescimento expressivo, os documentos públicos disponíveis no Portal da Transparência do Metrô trazem apenas um Plano de Trabalho, relacionado à aceitação recíproca dos bilhetes de serviço utilizados por empregados das duas empresas para acesso às estações.

Na prática, porém, a cooperação entre as estatais já vai além desse escopo.

Estação Morumbi da Linha 17-Ouro (Willian Moreira)

Segundo mostrou em primeira mão este site, a CPTM passou a disponibilizar funcionários para apoiar o Metrô nas atividades relacionadas à Linha 17-Ouro. A medida envolve principalmente áreas de operação e manutenção do monotrilho, que entrou em funcionamento neste ano.

Esse movimento tende a ganhar importância nos próximos meses. A expectativa é que a Linha 17 passe a operar com mais trens e intervalos menores à medida que novas composições forem incorporadas ao serviço. Paralelamente, o Metrô deverá assumir gradualmente as atividades do pátio de manutenção que hoje ainda contam com participação da fabricante chinesa BYD, ampliando a necessidade de pessoal especializado.

O convênio oferece justamente a base jurídica para esse tipo de cooperação entre as duas empresas, permitindo que equipes, conhecimentos técnicos e outros recursos sejam compartilhados conforme a necessidade.

Os documentos públicos, entretanto, não detalham quais atividades justificaram a ampliação do convênio para R$ 136,4 milhões. Embora o acordo preveja que cada nova frente de atuação seja formalizada por meio de Planos de Trabalho específicos, apenas o PT nº 001 foi disponibilizado até o momento.