Funcionários das linhas 4 e 5 rejeitam proposta salarial da Motiva e possível greve ganha força

Sindicato dos Metroviários afirma que trabalhadores recusaram “massivamente” oferta da concessionária. Paralisação seria ato inédito

Extensão da Linha 5-Lilás terá duas estações
Extensão da Linha 5-Lilás terá duas estações (Jean Carlos)

Os funcionários da Motiva, que reúne pessoal das concessionárias ViaQuatro e ViaMobilidade e que atuam nas linhas 4-Amarela e 5-Lilás rejeitaram a proposta salarial apresentada pela concessionária após assembleia virtual organizada pelo Sindicato dos Metroviários de São Paulo.

A votação ocorreu entre quarta-feira, 20, e sexta-feira, 22, e o resultado foi divulgado pela entidade nas redes sociais. O sindicato, no entanto, não informou números absolutos nem percentual de rejeição, afirmando apenas que a proposta foi recusada “massivamente”.

Segundo a entidade, a proposta da concessionária previa reajuste salarial de 3,36% e manutenção do atual plano de saúde corporativo.

O sindicato defendia reajuste de 8,7%, retomada do plano Bradesco Nacional Flex e pagamento de benefícios adicionais para algumas funções operacionais, além do fim do banco de horas e pagamento de horas extras.

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Trem da Linha 4 com a adesivação da Motiva (Willian Moreira)

A campanha salarial ganhou tom mais duro nos últimos dias principalmente por causa das mudanças no plano de saúde oferecido aos funcionários. Em publicações nas redes sociais, o sindicato acusou a empresa de ter reduzido a qualidade da assistência médica destinada aos trabalhadores do setor operacional.

Outro ponto explorado pela entidade foi o volume de recursos públicos recebidos pela concessionária por meio do sistema de remuneração dos contratos de concessão das linhas 4 e 5.

Após o resultado da assembleia, o sindicato afirmou que espera uma nova rodada de negociações com a Motiva e voltou a mencionar a possibilidade de paralisação caso não haja avanço nas discussões.

As linhas 4-Amarela e 5-Lilás são operadas pela Motiva Trilhos, novo nome do Grupo CCR no setor de mobilidade urbana. Juntas, elas transportam mais de 1,5 milhão de passageiros por dia útil na capital paulista e Região Metropolitana.