Presidente da TIC Trens diz que acordo com a União para estação Água Branca está na fase final

Hub ferroviário depende da liberação de terrenos federais para integrar linhas de metrô, trens metropolitanos e serviços regionais

A superestação Água Branca
A superestação Água Branca (TIC Trens)

O presidente da TIC Trens, Pedro Moro, afirmou que as negociações entre o governo federal, o governo de São Paulo e a concessionária para viabilizar a futura megaestação Água Branca entraram na fase final de ajustes contratuais.

A declaração foi dada em entrevista à CNN ao comentar o atual estágio do projeto, considerado um dos principais pontos de integração ferroviária planejados para a capital paulista.

Segundo Moro, o principal entrave para o início das obras não envolve desapropriações tradicionais, mas sim a utilização de terrenos pertencentes à União, que representam cerca de 90% da área necessária para implantação do novo complexo.

“A grande negociação para poder iniciar a obra (…) é essa negociação das áreas com a Secretaria do Patrimônio da União”, afirmou.

Receba notícias quentes sobre mobilidade sobre trilhos em seu WhatsApp! Clique no link e siga o Canal do MetrôCPTM.

De acordo com ele, parte desses terrenos possui galpões logísticos e permissões de uso concedidas anteriormente pela própria União, situação que tornou o processo mais complexo.

“Nos últimos seis meses, avançou bastante”, disse o executivo, acrescentando que Estado e concessionária trabalham nos ajustes finais dos contratos para liberar as áreas.

Pagamento anual

A futura estação Água Branca substituirá a precária estrutura atual da Linha 7-Rubi e se transformar em um grande hub de mobilidade. Segundo a TIC Trens, o complexo reunirá as linhas 3-Vermelha e 6-Laranja de metrô, as linhas 7-Rubi, 8-Diamante e 9-Esmeralda de trens metropolitanos, além do Trem Intercidades Eixo Norte, entre São Paulo e Campinas, e do futuro TIC Eixo Oeste, até Sorocaba.

Hoje, a estação existente atende apenas a Linha 7-Rubi e possui pouca integração urbana com o entorno.

Área do futuro hub de Água Branca e a Linha 8 à direita (iTechdrones)

A obra da nova estação chegou a ter início previsto para 2025, principalmente para permitir a conexão com a Linha 6-Laranja, cuja primeira fase deve entrar em operação ainda este ano. No entanto, a liberação dos terrenos federais acabou atrasando o cronograma.

Documentos obtidos anteriormente pelo MetrôCPTM mostraram que a área pertence ao patrimônio remanescente da antiga RFFSA e será cedida ao governo paulista por meio de contrato oneroso firmado com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU).

A minuta prevê pagamento anual de aproximadamente R$ 688 mil pelo uso da área, avaliada em cerca de R$ 34,4 milhões. O Estado também deverá assumir regularização fundiária, negociação com ocupantes atuais e atualização documental do terreno.