Futura estação Nove de Julho da Linha 16-Violeta cria saia justa entre prefeitura e governo

Privatização de área próxima à futura estação do metrô gera disputa envolvendo prefeitura, governo estadual e Ministério Público

Linha 16-Violeta
Linha 16-Violeta

A implantação da estação Nove de Julho, planejada para a futura Linha 16-Violeta de metrô, revela divergências entre a prefeitura da capital paulista e o governo estadual. O conflito envolve a privatização da Travessa Engenheiro Antônio de Souza Barros Júnior, localizada na região dos Jardins e incluída em decreto de utilidade pública para obras do novo ramal, que deve ir a leilão em breve.

Em 2026, está prevista a assinatura do contrato de concessão da Linha 16-Violeta, projeto que prevê 19 km de extensão e 16 estações em sua primeira fase, com expectativa de transportar diariamente 475 mil passageiros por dia.

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A linha terá as primeiras audiências no começo de outubro, para avaliar estudos de viabilidade entregues pela Acciona, empresa interessada na parceria público-privada para execução e operação do sistema.

No entanto, a estação Nove de Julho pode entrar em conflito com planos de uma construtora interessada em erguer um edifício na área.

Localização da estação Nove de Julho da Linha 16-Violeta (Reprodução)

Para isso, um processo de privatização da travessa, estimado em R$ 16,6 milhões, foi aprovado pela Câmara Municipal após pareceres da Comissão do Patrimônio Imobiliário. A área, de 647 m², era utilizada como acesso a uma vila parcialmente demolida há um ano. A incorporadora Helbor demonstrou interesse em desenvolver um empreendimento residencial de alto padrão, com Valor Geral de Vendas (VGV) projetado em R$ 994 milhões.

No entanto, a aprovação da venda depende da transformação jurídica da via, de ‘bem de uso comum’ para ‘bem dominial’, o que suscitou questionamentos do Ministério Público de São Paulo. O órgão ingressou com ação civil pública para suspender o projeto de lei que autoriza a privatização, argumentando possíveis impactos sobre a futura estação do metrô e o interesse público.

A publicação do decreto de utilidade pública abrangeu não apenas a área da travessa, mas também outros locais destinados às estações da Linha 16-Violeta. O documento menciona a possibilidade de alterações no traçado da linha em razão de ‘interferências imprevisíveis’, o que pode incluir as mudanças decorrentes da venda do terreno.

 

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Sylvio
Sylvio
8 meses atrás

Que cidade é essa em que os interesses de uma construtora se sobrepõem ao interesse público de uma obra como o metrô? Tomem vergonha na cara todos os envolvidos na privatização de uma rua!

Marco
Marco
8 meses atrás

Disse em outro comentário e repito, se essa construtora for inteligente, irá negociar para construir a estação “9 de Julho” dentro do prédio, fazendo algo inédito em São Paulo.

O mais próximo que temos disso são as estações nos shoppings ou a João Dias, mas estar literalmente na fundação do edifício seria um grande diferencial.

Ivo
Ivo
8 meses atrás
Responder para  Marco

Para embutir a estação no prédio, os proprietários do futuro teriam de abrir mão de todo o térreo, sobreloja e primeiro, andar, pelo menos.

Mauri
Mauri
8 meses atrás
Responder para  Marco

Pelo local, provavelmente será alto padrão, estação de metrô “dentro” não seria interessante pra esse público

Fernando
Fernando
8 meses atrás

Pessoal, essa estacao Jardim Paulista vai sair bem mais ao Sul do que era previsto, nao? Sera que quando extenderem a 19 ao Sul, ela vai direto da Brigadeiro até la, sem outras paradas no meio do caminho (pra economizar em terrenos caros)?