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Governo do estado marca audiência pública para concessão das linhas 8 e 9 da CPTM

Evento de apresentação dos detalhes do projeto será realizado no dia 27 de fevereiro no auditório André Franco Montoro, no centro da capital paulista
Concessão das linhas 8 e 9 prevê a redução do intervalo dos trens para 3 minutos (GESP)

O governo do estado, por meio da Secretaria dos Transportes Metropolitanos, marcou a primeira audiência pública sobre a concessão das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda da CPTM à iniciativa privada. O evento em que serão detalhados os aspectos do edital está marcado para o dia 27 de fevereiro, uma quinta-feira, no auditório André Franco Montoro, localizado na Praça Pateo do Collegio, 184, no centro de São Paulo.

A audiência pública é uma oportunidade para que os interessados no projeto possam ter acesso a informações sobre os planos do governo além de uma oportunidade de manifestação sobre o assunto. O projeto de concessão também terá uma consulta pública antes de ser aprovado pelo Comitê Gestor de Parcerias Público-Privadas, do próprio governo. Só então o edital deverá ser publicado, o que deve ocorrer até o fim do primeiro semestre deste ano.

A apresentação do projeto de concessão dos dois ramais da CPTM será uma oportunidade para conhecer detalhes que ainda não estão claros sobre o que planeja a gestão Doria. Informações preliminares indicam que as linhas 8 e 9 serão concedidas por um período de 30 anos, exigindo do parceiro privado o investimento de cerca de R$ 2,4 bilhões em melhorias nas vias, estações e sistemas. A princípio, não se falou até hoje de ampliação da frota em caso de uma demanda maior do que a capacidade atual, nem da construção de novas estações, além da João Dias, que será bancada por outro investidor privado como doação.

A audiência também pode esclarecer a informação divulgada pelo secretário Alexandre Baldy que sugeriu em uma resposta nas redes sociais que o Trem Intercidades entre São Paulo e Sorocaba poderia fazer parte dessa concessão. No mês passado, o responsável pela STM deu a entender que a concessionária poderia chegar a cidade do interior após ser questionado por um seguidor sobre o trem regional de Sorocaba.

Como se sabe, as linhas 8 e 9 da CPTM utilizam os trilhos da antiga Estrada de Ferro Sorocabana e cuja parte do traçado hoje foi concedida pelo governo federal a concessionárias de transporte de carga.

A licitação de concessão é um dos principais pilares do programa de privatização do governo Doria na área de trilhos e que também prevê o leilão do Trem Intercidades entre São Paulo e Campinas em conjunto com outro ramal da CPTM, a Linha 7-Rubi.

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Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

2 Comentários

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  • investimentos de 2,4 bilhoes em 30 anos é 80 milhoes por ano, na média. se o governo do estado mais rico da maior economia da america latina nao tem esse dinheiro, melhor fechar as portas. tem 100 milhoes para um contrato com uma empresa de segurança terceirizada para a linha 11, mas nao tem 80 milhoes por ano para investir em 2 linhas … como nossos governantes vendem nosso patrimônio a preço de banana.

    • Que continha de padeiro mais sem vergonha é essa sua, hein?

      Sem falar que o estado não está vendendo nada, está propondo a concessão, que é uma espécie de aluguel. Você alugaria um bem pelo valor integral dele?

      E esse papo de estado mais rico é só para iludir ingênuos. Isso já foi há muitas décadas atrás (e mesmo com tanta “riqueza”, naquela época era o estado com mais miseráveis nas ruas em todo o país). São Paulo não tem dinheiro, ou se concede ou mantém e assiste o sistema ser sucateado (retrocedendo 30 anos).

      Esses R$ 2,4 bilhões em 30 anos são valores necessários para custear a operação e manutenção das linhas 8 e 9 além da reforma de 8 estações, implantação de sinalização(para baixar o intervalo para 3 minutos), subestações de energia (a Linha 9 passará de 24 MW de capacidade instalada para 40 MW) e implantação de dois pátios com oficinas.

      Se o contrato for bem feito (e para isso é fundamental a população colaborar e cobrar), as Linhas 8 e 9 irão melhorar o que falta para atingir a capacidade plena de operação.

      Infelizmente ou concede ou abandona, já passou do ponto de termos mais escolhas. População, políticos e sindicalistas se preocuparam em defender apenas seu quinhão (passagens baratas, cargos para filiados e salários altos) e perderam a chance de manter o sistema 100% estatal.

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