Governo do estado vai colocar dinheiro no ‘bonde digital’ de Nunes em SP

Tarcísio pediu contrapartida do prefeito para ajudar a expandir as linhas 5 e 17 do metrô

Bonde Urbano Digital estreia em testes no Paraná
Bonde Urbano Digital estreia em testes no Paraná (AEN)

Antes uma solução individual da gestão de Ricardo Nunes, agora o prefeito deve contar com apoio doverno Tarcísio de Freitas para tirar do papel o projeto do Bonde São Paulo, originalmente um VLT que passou a ser um Veículo Leve Elétrico (VLE).

Durante evento nesta quinta-feira, 23, em que anunciou intervenções no centro, o prefeito “pediu ajuda” ao governador para investir no modal, uma espécie de ônibus articulado com uso de sensores eletrônicos para criar uma vi digital.

Como este site mostrou em primeira mão, a administração municipal desistiu de seguir com o VLT do Centro, alegando custos mais altos e também questões técnicas. A revisão do projeto e mudança do modal devem significar um corte de cerca de 50% na projeção original, saindo de R$ 4 bilhões para R$ 2,1 bilhões totais.

Nesse sentido, Nunes disse ter se reunido com Tarcísio para buscar ajuda financeira. O governo concordou em investir, uma vez que ele atenderá a região do Novo Centro Administrativo, na Princesa Isabel.

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“Ontem foi uma notícia muito boa, que o Tarcísio vai pôr inclusive dinheiro no meu VLE, não é? Ontem ele falou, não, é bacana, eu vou pensar. Agora ele já falou que vai pôr”, disse Nunes.

Logo em seguida, Tarcísio falou sobre a união de esforços e recursos no VLE, mas cobrou uma contrapartida da Prefeitura para ajudar a expansão das linhas 5-Lilás de metrô, operada pela ViaMobilidade/Motiva e a 17-Ouro, de monotrilho, inaugurada há menos de um mês e atualmente gerida pelo Metrô.

As duas linhas de VLT circularão no centro histórico
As duas linhas de VLT circularão no centro histórico

“Na verdade, é uma troca. É que a gente ajuda no VLE, mas ele ajuda a gente na Linha 5 e na Linha 17. Não, é verdade. É que a gente pode usar as operações urbanas na mobilidade urbana e aí funciona. A gente vai trocando fonte, vai colocando recurso da prefeitura da operação urbana, na mobilidade do estado nas duas linhas de metrô, e a gente ao mesmo tempo ajuda na mobilidade aqui no centro”, completou o governador Tarcísio.

Prefeitura não cumpriu promessa

A parceria, no entanto, não é algo inédito entre prefeitura e estado. A própria extensão da Linha 5 até Jardim Ângela foi desenhada como um projeto conjunto em que a extensão de uma avenida seria feita a quatro mãos, mas a administração de Nunes desistiu o estado teve que mudar o desenho do traçado com mais trechos em túneis.

Parque linear que receberá a Linha 17-Ouro no sentido Jabaquara (PMSP)

Já a Linha 17-Ouro surgiu com a previsão que a prefeitura da capital ampliasse a Avenida Roberto Marinho de um lado e viabilizasse um trajeto para o monotrilho na região do Morumbi. Nenhum dos projetos acabou sendo feito.

Apesar da mudança de VLT para VLE, os trajetos estão até o presente momento definidos, contemplando atendimento na região da Sé, Anhangabaú, 25 de Março, República, Bom Retiro, Luz e outros pontos, possibilitando a aproximação e ou integração com outros modais como ônibus urbanos e sistema metroferroviário.