Greve confirmada e CPTM terá funcionamento parcial de linhas nesta quinta, 15

Paralisação deve atingir as linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa
Trem da CPTM na Luz (GESP)

Em assembléia na noite desta quarta-feira, 14, representantes dos sindicatos que compõe os funcionários das linhas da CPTM decidiram entrar em greve nesta quinta, 15.

O motivo se deve que a estatal encerrou as negociações sobre o pagamento da PPR (Programa de Participação nos Resultados) do ano de 2020 que deveria ter sido pago em março deste ano e que continua em aberto.

As linhas que devem ser paralisadas nesta quinta são: Linha 7 – Rubi (Jundiaí – Brás), 8 -Diamante (Amador Bueno/Júlio Prestes), 9-Esmeralda (Osasco/Grajaú) e 10-Turquesa (Rio Grande da Serra/Brás).

As linhas 11-Coral (Estudantes/Luz), 12-Safira (Brás/Calmon Viana) e 13-Jade devem funcionar.

Acompanhe a situação das linhas durante a greve em nosso post especial

O documento de anúncio da greve foi assinado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo, Sindicato dos Ferroviários da Zona Sorocabana, Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo e Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil.

Apesar da greve, Tribunal Regional do Trabalho determinou que os trabalhadores devem manter 80% do efetivo nos horários de pico e 60% nos demais horários. A multa por descumprimento é de R$ 100 mil por dia.

Nas redes sociais, o secretário dos Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy, lamentou a decisão dos sindicatos: “É inadmissível que os sindicatos que representam os colaboradores das linhas 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa, com toda a linha de frente vacinada e com uma crise econômica, decida fazer greve nesta quinta-feira (15/07)”.

“As atuais reivindicações, além de impossíveis de serem atendidas, punem a população com a paralisação do transporte público e deixando milhares de pessoas que cuidam de serviços essenciais e outras atividades sem o direito fundamental de ir e vir”, completou.

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  1. Tudo bem que greve é um direito de todo trabalhador de reivindicar, ainda mais quando a empresa não cumpre o que foi acordado como fez a CPTM.
    Porém vem aí a pergunta:
    Como vai reajustar os salários e benefícios dos ferroviários sem que haja o aumento da tarifa do transporte e a elevação de impostos, tratando-se que a CPTM é uma empresa estatal?

  2. Parabéns Pedro Moro! Parabéns Dória/Baldy, que seguem testando o limite dos servidores públicos, afim de gerar motivos para mais concessões para a CCR. Mas não esqueçam que trabalhador da iniciativa privada também decreta greve.

    Esse ano as linhas 4 e 5 operadas pela CCR, tiveram seus trabalhadores mostrando força, e por muito pouco não tiveram greve decretada. Metroviários e Ferroviários são e continuarão unidos contra os patrões que tentam a todo custo cortar seus salários e benefícios.

    Se um dia 1/4 dos brasileiros souberem se unir, os salários aumentam e as condições de trabalho melhoram significamente. O brasileiro precisa parar de abaixar a cabeça pra tudo.

    1. Fazer greve na iniciativa privada, apesar de constitucional, a pessoa se “queima”. Não existe estabilidade no setor privado.

    2. O povo paulista é patrão dos ferroviários e metroviários.

      Será que o povo paulista aceita pagar mais impostos para garantir aumentos salariais, bônus e participação nos resultados para uma minoria do funcionalismo? Será que é o momento adequado para os sindicatos dos ferroviários exigirem isso? Se a moda pega, todo o funcionalismo vai exigir aumento (mesmo não existindo dinheiro para isso).

      Com a pandemia de Covid-19, a queda na arrecadação, milhões de desempregados, os ferroviários demonstram desprezo e ou indiferença pelo povo ao exigirem benesses em tempos de carestia.

      Quanto mais greves injustas do funcionalismo, mais o povo responde nas urnas votando em políticos que têm como proposta concessões e privatizações. Será que os sindicalistas do funcionalismo não enxergam isso?

    3. “Mimimi se queima”, “mimimi salário é mais imposto”, desde quando brasileiro se importa com a quantidade de impostos que paga? Se brasileiro tivesse 1 pingo de consciência, aqueles bandidos de Brasília não fariam 1/4 do que fazem com o nosso dinheiro.

      Greve é constitucional, principalmente na iniciativa privada, nunca viram greve de ônibus?

      Total apoio aos Ferroviários!

  3. Fim do transporte público estatal . Chega da população , ficar refém destes sindicatos . O serviço público de transporte não dá certo no Brasil. Você vai até um funcionário de metrô ou de CPTM fazer uma observação, uma sugestão, ou até mesmo alguma reclamação, eles nos tratam com toda sua soberba . O serviço prestato é ruim. Veja a eficiência da linha amarela e compara com outras . A CPTM e o Metrô , tem que passar por uma nova realidade , e colocar fim no serviço público inadequado , ruim .

  4. Estes sindicatos apenas quem medir seu poder contra o governo. Que venham logo as concessões para esta palhaçada acabar.

  5. Não sou contra a operação pela iniciativa privada, desde que ela construa a linha com o dinheiro do próprio bolso.
    Porém melhor do que conceder para a iniciativa privada, é automatizar trens e bilheterias.

    1. No dia que essa iniciativa privada ilusória existir, e realizar essas fantasias, o teletransporte já será realidade.

      É inacreditável como o povo ainda acredita que iniciativa privada é algo esplendoroso. Vocês nunca viram greve de ônibus? Se a iniciativa privada assumir toda CPTM e Metrô, também haverá greve!

  6. Não é tão simples assim deixar para a iniciativa privada construir com seu próprio dinheiro. Não é fácil levantar o dinheiro para construir uma linha de metrô em 5/6 anos (uma das dificuldades de lançar a licitação da linha 6 foi o custeio do projeto – R$ 8 bi, se não me engano), e tem que ver quanto tempo a contratada levaria para recuperar o investimento. Isso tudo sem nem entrar na questão de corrupção..

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