Após três meses, Metrô seleciona consórcios para projeto básico da Linha 19-Celeste

Companhia havia recebido propostas técnicas de cinco consórcios em abril, mas decidiu seguir licitação com apenas três deles. Entrega das propostas comerciais ocorrerá no dia 20 de julho
Licitação do projeto básico da Linha 19 avança

Após três meses de análises de cinco propostas técnicas, o Metrô decidiu selecionar três consórcios para a segunda fase da licitação de elaboração do projeto básico da Linha 19-Celeste.

Os grupos classificados são o MNEPIE (Maubertec, Nova Engevix, Pólux, Intertechne e EGT), Linha 19 Celeste (Promon, Copem, Tekhnites, SMZ, JBM, Tetraarq, Themag e Núcleo) e Sener Setepla – Future ATP – EGIS (Sener Setepla Tecnometal, Future ATP e EGIS).

Já os consórcios Systra EBEI Fernandes (Systra, Empresa Brasileira de Engenharia e Infraestrutura e Fernandes Arquitetos) e Linha Celeste (SETEC Hidrobrasileira, Quanta, Controltec, Reconvert e SMC) acabaram não sendo habilitados tecnicamente.

O Metrô, no entanto, não publicou os detalhes da seleção. Os três consórcios classificados terão de apresentar a proposta comercial no dia 20 de julho em sessão pública marcada para às 14h00.

Trajeto prioritário da Linha 19

Longo processo

A licitação de projeto básico da Linha 19-Celeste tem se tornado mais uma das ‘novelas’ envolvendo o Metrô. Lançado originalmente em fevereiro do ano passado, o certame foi suspenso em três meses depois pelo Tribunal de Contas do Estado após ação movida pelo sindicato que reúne as empresas de arquitetura e engenharia, o SINAENCO.

A entidade alegou que a modalidade de escolha pelo preço mais baixo estipulada pelo Metrô era inadequada para esse tipo de serviço, que exigia uma seleção técnica dos concorrentes.

O TCE aceitou os argumentos do SINAENCO e por isso o Metrô teve que alterar o edital, criando uma seleção em duas fases, a primeira de seleção técnica, e que foi concluída nesta quarta-feira, e a segunda com a entrega das propostas financeiras.

A expectativa é que na semana que vem, com a classificação das propostas, o projeto de arquitetura e engenharia do ramal que ligará o munícipio de Guarulhos ao centro de São Paulo seja finalmente contratado em breve.

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  1. Esta linha deveria começar a partir de Campo Belo, pois a partir desta estação os trens desta linha poderiam utilizar o pátio Guido Caloy. Isto economizará tempo e dinheiro.

    1. Até concordo que deveria começar em Campo Belo pra distribuir o fluxo na Linha 1 – Azul, mas entendo a prioridade do metrô em fazer o trecho de Guarulhos. Mas quanto ao uso do pátio não faria muito sentido, já que com certeza, quando totalmente completa, a Linha 19 deve ter muitos trens e pela logística seria necessário um outro pátio. Sem falar que certamente a linha deverá ser construída pela iniciativa privada.

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