Innovia 300, o monotrilho da Linha 15-Prata, tem primeiras unidades entregues no Egito

Alstom, que assumiu trem após adquirir a Bombardier, fabricará 70 composições para as duas linhas de monotrilho que atenderão a região do Cairo, capital do país, a partir de 2023
Os dois primeiros trens Innovia 300 chegaram ao Egito (Alstom)

Desenvolvido pela Bombardier, o monotrilho Innovia 300 foi herdado pela Alstom após a aquisição da fabricante canadense. O modelo estreou mundialmente na Linha 15-Prata do Metrô em 2014 e agora, sete anos depois, chegou a outra grande cidade no mundo, Cairo, a capital do Egito.

A Alstom anunciou nesta quarta-feira (8) a entrega das duas primeiras composições do trem de monotrilho no país africano. Configurado em composições de quatro carros (vagões), o modelo terá 70 trens ao todo e que serão usados em duas linhas em construção na região metropolitana do Cairo.

A previsão é que as linhas, de 54 km e 42 km, comecem a operar em 2023 transportando até 45.000 passageiros por hora em cada sentido.

O Innovia 300 egípcio foi fabricado no Reino Unido com o sistema de propulsão fornecido por uma unidade da Alstom na Espanha. No Brasil, os modelos usados na Linha 15 foram montados em Hortolândia, com exceção do exemplar “cabeça de série”, finalizado no Canadá.

O monotrilho é equipado com o sistema de sinalização CBTC Cityflo 650 e de propulsão Mitrac. As composições que serão usadas no Egito têm quatro vagões, ao contrário de São Paulo, onde são configuradas com sete carros.

O contrato assinado pela Alstom com a Autoridade Nacional de Túneis do Egito prevê envolve um consórcio liderado por ela e que fará a operação e manutenção do novo sistema por um período de 30 anos.

O Innovia 300 também será usado em dois ramais de monotrilho em Bangkok, na Tailândia, cujo primeiro trem foi entregue no ano passado, mostrando que o modal está longe de ser um “brinquedo de parque de diversões”.

Monotrilhos Innovia 300 que serão operados em Bangkok, Tailândia (Alstom)
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  1. Um tapa na cara dos negacionistas do modal monotrilho e fãs da Metra, se Baldy fosse realmente comprometido com o transporte público não iria cancelar a Linha 18 Bronze apenas pela justificativa de que o monotrilho não funciona. Se fosse realmente tão ruim, a Alstom iria querer investir milhares de dólares para que o projeto da Bombardier fosse adiante? O cancelamento da Linha 18 deve ser investigada.

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