Ligação das linhas 6-Laranja e 7-Rubi em Água Branca preocupa pela precariedade. Veja vídeo
Sem uma solução definitiva, passageiros que farão transferência terão de percorrer trecho na rua e acessar estação simplória
A estação Água Branca da Linha 6-Laranja não será conhecida apenas por ser a “mais profunda” da América Latina, mas também por ter a ligação mais precária da rede sobre trilhos de São Paulo. O site percorreu a ligação nos últimos dias e descreve a situação.
Quando abrir nesta semana, o ramal obrigará os passageiros a deixar a estação e caminhar por uma rua bastante avariada, em meio a uma obra que não acabou, até chegar a estação Água Branca da Linha 7-Rubi.
Lá a situação não será melhor: parada construída nos tempos da Fepasa e que nunca foi pensada como conexão com outro ramal, a estação carece de qualquer condição de receber um público numeroso.
Suas plataformas laterais são tímidas e o acesso, estreito e com apenas dois bloqueios. A visita confirmou que não houve até aqui qualquer ação para facilitar a vida do usuário, embora o governo tenha afirmado que haverá ligação entre os dois ramais.
Segundo o site apurou, o acesso leste, onde está o prédio técnico, será usado para embarque e desembarque na operação inicial. Ele já havia recebido placas e estava sendo limpo para permitir a passagem dos usuários.

De lá, quem quiser seguir viagem no restante da rede terá que atravessar a Avenida Santa Marina e percorrer cerca de 100 metros até a plataforma norte da Linha 7.
No caminho passará em frente ao acesso oeste, que terá a ligação definitiva não só com a Linha 7-Rubi mas com outros ramais de trens e até a Linha 3-Vermelha do Metrô. O problema é que a nova estação Água Branca a ser construída pela TIC Trens só deve ter a primeira fase entregue perto do final da década.
O governo teria um plano provisório em estudo e que deve levar a Linha 11-Coral até Água Branca, mas ele ainda não deu sinais de sair do papel.
O projeto definitivo de ligação entre as estações Água Branca (TIC Trens)
Vale lembrar que a falta de uma integração adequada não é culpa nem da TIC Trens nem da Linha Uni, as duas concessionárias responsáveis pelos dois ramais. À empresa que está implantando a Linha 6 cabia ter um acesso pronto para receber a conexão com a Linha 7, já a TIC acelerou o projeto do megahub, mas a burocracia e alguns impasses, além do curto tempo entre a assinatura do contrato e abertura da Linha 6 impediram sua execução.
A questão cabe aos governos estaduais que demoraram a agir para evitar o atual quadro, infelizmente.
