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Ligação entre estações Luz e Júlio Prestes é aprovada pelo Condephaat

Túnel ou passarela, caminho terá cerca de 200 metros e pode equilibrar demanda entre a sobrecarregada Luz e a vazia Júlio Prestes
Plataforma da estação Luz e, ao fundo, a estação Júlio Prestes: ligação de 200 metros pode reequilibrar demanda
Plataforma da estação Luz e, ao fundo, a estação Júlio Prestes: ligação de 200 metros pode reequilibrar demanda (foto: Sergio Valle Duarte)
Plataforma da estação Luz e, ao fundo, a estação Júlio Prestes: ligação de 200 metros pode reequilibrar demanda
Plataforma da estação Luz e, ao fundo, a estação Júlio Prestes: ligação de 200 metros pode reequilibrar demanda (Sergio Valle Duarte)

 

O Condephaat, órgão que preserva o patrimônio do Estado de São Paulo, aprovou um pedido da CPTM que envolve a construção de uma ligação interna entre as estações Luz e Júlio Prestes. Com cerca de 200 metros de extensão, a ligação ainda não tem um formato definido – pode ser um túnel ou uma passarela – mas o objetivo é bem claro: reequilibrar as duas históricas estações que hoje têm demanda muito diferente.

Enquanto a Júlio Prestes hoje serve apenas como estação final da Linha 8 – Diamante a Luz sofre para dar conta da demanda das Linhas 7 e 11, que ali se conectam ao Metrô nas Linhas 1 e 4. No esquema atual, o passageiro que vem da região de Osasco é obrigado a fazer uma baldeação na estação Barra Funda para chegar às Linhas 11, 1 e 4 ou tomar o Metrô na Linha 3. Com isso, quase ninguém segue até Júlio Prestes exceto quem tem como destino a região.

Com a ligação, parte desses passageiros poderia seguir até a bela estação e de lá seguir para a Luz – hoje ele é preciso passar pelos bloqueios e pagar passagem novamente. E mais: com plataformas sem uso, Júlio Prestes poderia receber a Linha 7 – Rubi e assim desafogar a estação Luz ou, então, voltar a contar com a Linha 10 – Turquesa, que hoje vai apenas até o Brás.

Tão perto, tão longe: apenas 200 metros a separam, mas é preciso sair de uma para acessar a outra (Montagem sobre imagem do Google Earth)
Tão perto, tão longe: apenas 200 metros a separam, mas é preciso sair de uma para acessar a outra (Montagem sobre imagem do Google Earth)

Sem previsão

A notícia sobre o Condephaat foi publicada pela Folha de São Paulo que preferiu ver um caráter higienista na ideia – segundo o jornal, a ligação serviria como alternativa para que os frequentadores da Sala São Paulo não precisassem usar as ruas degradadas da região. Difícil crer que a passagem tivesse mais utilidade para isso do que ligar duas estações  e seu milhares de passageiros diários.

Apesar da boa notícia (já que o Condepahaat não viu nada que possa prejudicar o patrimônio histórico), a obra em si não tem previsão, segundo disse a CPTM à Folha. Mesmo assim é um projeto mais simples e fácil de ser implementado do que outras ideias que chegaram a ser cogitadas nos últimos anos, entre elas reconstruir a estação Luz ou criar uma nova estação (Bom Retiro) nas proximidades para aliviar o trânsito na centenária Luz.

About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

4 Comentários

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  • Além desta medida, não dá para entender por que a linha 11 não segue até a B.Funda, vias e plataforma existem, onde esta a famosa Integração Centro imaginada nos anos 80 e 90???
    Seria um grande alivio na linha 3 do Metro, além de beneficio aos usuarios.

  • Freqüento a sala São Paulo
    Seria muito bom está ligação
    Além disso a conecção aumentaria a freqüência na sala São Paulo

  • A estação da Luz já estava com seu limite esgotado quando teve por um planejamento a instalação uma estação subterrânea como terminal da linha-4 Amarela do Metro, sem que a estação Nova Luz estivesse concluída, ou em outro local conveniente, isto fez que ela ficasse superlotada.

    A estação da Luz é uma estação de característica de passagem, e é um desperdício logístico utilizá-la, como terminal, pois o tempo perdido em que as composições tem que manobrar para mudar da plataforma de desembarque para a de embarque na linha 7 em plena área central de São Paulo.

    A escolha deste local,o Bom Retiro, entendo ser das opções abaixo a mais estratégica, pois consegue englobar em uma única estação as composições das antigas Sorocabana e Santos a Jundiaí e possíveis trens regionais, em uma descentralização tardia.

    O fato de se definir o Bom Retiro como local desta nova estação, entendo não significar que as outras sugestões sejam abandonadas, pois o sistema metrô ferroviário paulista vem aumentando continuamente o número de usuários, e os governantes tem que justificar suas intenções de priorizar o transporte coletivo de qualidade em detrimento do individual.

    Algumas das últimas áreas periféricas paralelas disponíveis para estações ferroviárias em SP, como o;
    IªPátio do Pari;
    IIªÁrea entre a estação da Luz e Júlio Prestes no antigo moinho desativado, Bom Retiro e recentemente demolido;
    IIIª Priorizar a execução do projeto da Nova estação da Luz, integrando com a Júlio Prestes, que hoje esta subutilizada com previsão de encerramento como estação ferroviária;
    IVª Cercanias da estação da Mooca até a Av. do Estado na antiga engarrafadora de bebidas Antarctica desativada no município de São Paulo;
    Vª Unificação das linhas 7 e 10, ou seja, exatamente como era em passado recente e que nunca deveria ter mudado, utilizando composições mais potentes, para finalizar a alegação que a potência das composições atuais da linha 10 não é possível vencer a inclinação de linha 7, ou seja, exatamente do mesmo tipo das que são utilizadas hoje da Luz até Francisco Morato, com a aquisição de algumas unidades complementares as existentes.

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