Linha 10-Turquesa da CPTM volta a contar com trens mais novos
Frota da Série 8500 foi realocada na operação do ramal de trens que liga o ABC à capital após reclamações
O processo de troca da frota de trens na Linha 10-Turquesa, que substituiu unidades mais novas pelas séries 7000, 7500 e 2070 provocou protestes de parte dos passageiros, motivando uma decisão inesperada do governo de estado e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
Por essa razão, nesta quarta-feira, 15, a Linha 10 voltou a contar com trens da Série 8500, mais novos, ao menos por enquanto.
De acordo com informações da Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) a este site, o retorno dos 8500 a Linha 10 foi uma “decisão tomada com base em critérios técnicos, visando garantir a qualidade do serviço prestado aos passageiros”, descontinuando a modificação pelas unidades que geraram queixas dos usuários.
Além disso, a SPI informou que toda a frota de trens da CPTM está em plenas condições de uso, segurança e acessibilidade, com “diferença mínima “de anos entre elas.

As reclamações dos passageiros começaram no final de março, início de abril deste ano, mas a mudança já era prevista há meses, como noticiamos em 22 de agosto de 2024, a futura troca de trens.
Já em 2025, em outra matéria, destacamos o processo de compra de nova frota de trens que deve chegar em meados de 2030.
Trens são realmente velhos?
Apesar do clamor e reclamações, toda a frota operacional da CPTM atualmente, mesmo as em posse das concessionárias TIC Trens e ViaMobilidade/Motiva, possuem idade baixa se comparadas às antigas composições que circularam até pouco tempo atrás como as séries 2100, 2000 e 3000.
No exemplo das séries 7000, 2070 e 7500, que estavam a caminho da Linha 10, foram fabricadas entre 2008 e 2011, portanto, possuem menos de 20 anos em funcionamento, metade da idade estimada.

As fabricantes do material rodante (trem) ressaltam que por ser produzido em caixa de aço inoxidável, as composições têm vida útil de 40 anos, podendo ser prorrogada em processos de modernização.
Nos trens paulistas, toda a frota, independente da linha, conta com trens possuindo ar-condicionado, sistemas modernos que na prática, mediante manutenção correta, atendem as necessidades de maneira equivalente.
Tudo isso, porém, não alivia o fato que muitos desses trens recentes estão em condições bastante desgastadas, o que ajuda a passar uma má impressão aos usuários.
