Linha 22-Marrom ganha contrato para estudo de potencial imobiliário e comercial
Consultoria irá avaliar oportunidades de exploração econômica em 19 estações, pátio de manutenção e áreas operacionais do futuro ramal entre Sumaré e Cotia
O Metrô de São Paulo assinou contrato para a elaboração do estudo mercadológico da futura Linha 22-Marrom, ramal planejado para ligar a estação Sumaré, na Zona Oeste da capital, ao município de Cotia. O trabalho será realizado pela empresa CTA Consultoria Técnica e Assessoria Ltda., ao custo de R$ 1,62 milhão.
Embora não esteja ligado diretamente à engenharia da linha, o estudo tem papel importante na definição de fontes de receita não tarifária para o empreendimento. O objetivo é identificar o potencial de exploração comercial e imobiliária das áreas que serão ocupadas pelas futuras estações, pelo pátio de manutenção e pelos poços de ventilação e saída de emergência.
Segundo o contrato, serão analisadas 19 estações previstas no traçado: Sumaré, Cardeal Arcoverde, Faria Lima, Hebraica-Rebouças, Vital Brasil, USP-Praça do Relógio, Hospital Universitário, Rio Pequeno, Jardim Sarah, Reserva Raposo, Cohab Raposo, Santa Maria, Granja Viana, São George, Cotia-Km 26, Parque Alexandra, Sabiá, Portão e Terminal Cotia.
Também fazem parte do escopo um pátio de manutenção e seis estruturas operacionais de ventilação e emergência.
O estudo deverá apontar a vocação de cada área para empreendimentos comerciais integrados às estações e para projetos imobiliários verticalizados, além de apresentar estimativas preliminares de geração de receitas. Entre as possibilidades previstas estão centros comerciais de bairro, lojas integradas aos acessos das estações e empreendimentos imobiliários associados ao sistema metroviário.
Os trabalhos serão divididos em seis grupos de análise e entregues gradualmente. O primeiro relatório deverá ser concluído em até 50 dias após a emissão da ordem de serviço, enquanto o último terá prazo de até 300 dias. O contrato possui vigência de 420 dias e prazo de execução de 390 dias.
A assinatura do contrato representa mais um passo no desenvolvimento da Linha 22-Marrom, projeto que ganhou novo impulso nos últimos anos após um longo período sem avanços significativos. O ramal é considerado estratégico por atravessar bairros densamente povoados da Zona Oeste paulistana e alcançar a região da Raposo Tavares, um dos principais corredores de deslocamento da Região Metropolitana.
Apesar do avanço dos estudos, a Linha 22 ainda não possui cronograma definido para início das obras. O projeto depende da conclusão de etapas técnicas, modelagem financeira, obtenção de licenças e definição da forma de contratação antes que possa ser licitado e efetivamente implantado.
Mapa preliminar da Linha 22-Marrom (CMSP)
O Metrô lançou várias licitações nos últimos meses envolvendo sondagens, levantamento de redes públicas e o mais importante deles, o projeto básico, que deve definir as características do ramal.
Até aqui, a companhia imaginou uma linha subterrânea e que terá túneis de menor diâmetro. O motivo é que os trens serão menores, com cinco em vez de seis carros. A despeito disso, a demanda será elevada graças ao intervalo médio de 2 minutos.
