Linhas 11-Coral e 12-Safira funcionam parcialmente devido greve nesta quarta (5)
Sistema PAESE com ônibus atende trechos mais prejudicados, segundo a CPTM
Nesta quarta-feira, 5, entra no segundo dia a greve parcial em três linhas da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), impactando o atendimento aos passageiros da Zona Leste de São Paulo e cidades do Alto Tietê.
De acordo com a estatal, a Linha 11-Coral funciona entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Guaianases, com ônibus gratuitos do Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (PAESE), operando entre Guaianases e Estudantes.
Já na Linha 12-Safira, a circulação dos trens ocorre entre Brás e Engenheiro Goulart com o trajeto de Goulart a Calmon Viana, também atendido por ônibus.
Entretanto, a Linha 13-Jade e o Expresso Aeroporto estão paralisados por completo, e até o momento, sem previsão da retomada destes serviços.
Para diminuir os impactos, o Metrô de São Paulo reforçou a frota de trens, ampliando a oferta de viagens, com uma atenção especial para a Linha 3-Vermelha que abriu as integrações inclusive no pico da manhã e colocou mais colaboradores em locais de maior movimento.
Trabalhadores da CPTM durante assembleia no sindicato nesta terça (4) ((MetrôCPTM))
O Governo de São Paulo, por sua vez, emitiu uma nota no final da noite da terça, 4, afirmando que a insistência do sindicato com a greve evidencia que não se trata apenas de uma reivindicação trabalhista e sim um ato político.
Para isto, menciona que dos 4.648 funcionários empregados em junho de 2026, 2.171 seguem na Linha 10-Turquesa e o restante desta diferença, serão aproveitados em outras empresas estatais, como no Metrô, Artesp e entre outras, o que atenderia a principal reivindicação do sindicato. Leia a seguir este trecho:
“A justificativa apresentada pelo sindicato para sustentar o movimento não é verdadeira. Não há demissões em curso decorrentes do processo de concessão. Dos 4.648 funcionários empregados em junho de 2026, 2.171 seguem na Linha 10-Turquesa; os demais funcionários estão contemplados no plano de realocação englobando Metrô, Artesp, Arsesp e outros órgãos.
Ao insistir na paralisação, o sindicato evidencia que sua motivação ultrapassa qualquer reivindicação trabalhista e se concentra na defesa da reestatização de serviços concedidos, conferindo caráter eminentemente político ao movimento. Além disso, a decisão do Tribunal Regional do Trabalho que determinava a manutenção de 80% do efetivo nos horários de pico foi desrespeitada, uma vez que a CPTM operou com apenas 53% dos funcionários no período de maior demanda da noite, agravando ainda mais os prejuízos impostos à população.”
Sobre essa temática, o Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil que representa os trabalhadores das linhas 11, 12 e 13, também por nota (abaixo), contestou isso e reforçou que a greve acabará quando houver uma garantia por escrito do governador Tarcísio, que esses empregos estão seguros, convocando nova assembleia para as 17 horas desta quarta.
“Apesar das tratativas realizadas ao longo desta terça-feira, o Governo do Estado ainda não apresentou uma garantia concreta por escrito, de manutenção dos empregos de todos os trabalhadores da CPTM, principal reivindicação dos Ferroviários durante todo o processo de negociação.
Diante da ausência dessa garantia, a assembleia da categoria decidiu manter a GREVE e convocou nova Assembleia Geral para esta quarta-feira, 05 de agosto, às 17h00, quando os trabalhadores voltarão a avaliar o andamento das negociações e os próximos encaminhamentos do movimento.”
