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Linhas antigas do Metrô ficarão mais parecidas com os ramais operados pela iniciativa privada

Linhas 1-Azul e 3-Vermelha ganharão sistema de sinalização CBTC além de portas de plataforma em suas estações, itens como na Linha 4-Amarela e em breve na Linha 5-Lilás
Portas de plataforma em Vila Prudente (Mingrone Iluminação)

Nesta segunda-feira (03), o Metrô lançou o edital que prevê a instalação de 88 de fachadas de portas de plataforma, também conhecidas pela sigla “PSD”. Elas serão instaladas em 36 estações das linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha com previsão de conclusão por volta de 2023 caso o certame não tenha atrasos em seu cronograma, o que é raro em se tratando de um projeto público.

A iniciativa, no entanto, não é a única que deve mudar o panorama das três linhas ‘históricas’ do Metrô, abertas em 1974, 1979 e 1991. Elas também estão migrando para o sistema de sinalização CBTC, recurso hoje utilizado nas duas linhas entregues à iniciativa privada, a Linha 4-Amarela e 5-Lilás. Ele é considerado mais moderno e capaz de ampliar a capacidade de transporte desses ramais e por isso são considerados vitais para dar conta da demanda da rede.

Ou seja, dentro de cinco anos aproximadamente, as três linhas terão um perfil semelhante às suas irmãs mais novas. A primeira a chegar perto desse padrão é a 2-Verde. Ela já opera com o CBTC fornecido pela empresa Alstom, mas deve ganhar a versão definitiva do software de controle em meados do ano que vem, segundo soube o site – hoje ela utiliza uma versão intermediária desse sistema, mas bem próxima do resultado final.

Em 2019 será a vez de a veterana Linha 1-Azul passar a testar o CBTC aos fins de semana e depois em períodos fora do pico durante a semana. A mesma  Alstom fornecerá o sistema, no entanto, segundo executivos do Metrô ouvidos pelo site, o desafio será grande pelo tamanho da linha que opera com mais de 40 trens nos picos contra 24 da Linha 2. A previsão é que o sistema seja concluído nela em 2020. Por fim, nesse mesmo ano, a Alstom iniciará os testes do CBTC na Linha 3-Vermelha, a mais lotada do país. Da mesma forma, ela deverá ser entregue em 2021, caso não haja atrasos.

Trem na Linha 3-Vermelha: CBTC em 2021 (CMSP)

Portas de plataforma nas pontas

Já o projeto das PSDs prioriza justamente as linhas 1 e 3 que receberão portas de plataforma em todas as estações. Isso inclui também as PSDs que estão previstas no contrato do CBTC e que serão instaladas nas estações terminais das duas linhas – Jabaquara, Tucuruvi, Barra Funda e Corinthians-Itaquera. Já a Linha 2 terá portas apenas em Paraíso e Consolação, duas estações de transferência. Paradas como Sumaré, Clínicas, Trianon-Masp, Brigadeiro, Chácara Klabin, Santos-Imigrantes e Alto do Ipiranga estão fora do escopo. O edital está marcado para ocorrer no dia 25 de outubro e será uma concorrência internacional.

De acordo com um diretor do Metrô, a experiência acumula com os problemas da estação Vila Matilde (L3) e do funcionamento das precursoras Sacomã, Tamanduateí e e Vila Prudente forneceu preparo para que a empresa evite repetir essas dificuldades desta vez. Não se sabe como esse serviço será realizado, afinal a instalação terá de isolar alguns trechos das plataformas para reforço da estrutura mas diante do longo prazo tudo leva a crer que será um trabalho árduo.

Estreia de Santa Cruz e Chácara Klabin

E por falar em portas de plataforma, a Linha 5-Lilás ganhará mais três estações em setembro, segundo as últimas previsões, duas delas com elas funcionando. A Bombardier, responsável pelo sistema, conseguiu implantar as PSDs em Santa Cruz e Chácara Klabin, a despeito dos problemas com a empresa subcontratada, que não cumpriu o cronograma – nada menos que seis estações estão sem o equipamento e em uma ele está montado mas desativado. Segundo esses executivos, existe chance de rompimento do contrato caso a Bombardier não consiga retomar a instalação da estações faltantes.

A boa notícia é que o Metrô já fez testes simulando a inserção de mais composições nas linhas 1 e 2 já prevendo a demanda que Santa Cruz e Chácara Klabin a partir do final deste mês.

Imagem de abertura: http://mingroneiluminacao.com.br

Adolfo Pinheiro é a única estação da Linha 5 com portas de segurança (CMSP)

About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

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