Mercado Livre pode ser ‘vizinho’ do futuro pátio da Linha 20-Rosa em Taboão

Gigante do comércio eletrônico negocia instalar centro de distribuição no antigo terreno da Ford em São Bernardo

Antiga fábrica da Ford no Taboão
Antiga fábrica da Ford no Taboão (iTechdrones)

O Mercado Livre está em negociações para implantar um centro de distribuição em São Bernardo do Campo, ocupando parte do terreno da antiga fábrica da Ford, ao lado da área planejada para o pátio de manutenção da futura Linha 20-Rosa do Metrô de São Paulo.

O novo centro deve entrar em operação até o primeiro semestre de 2026 e pode alcançar mais de 400 mil metros quadrados de área locável. Segundo a prefeitura, a expansão tem potencial para gerar até 10 mil empregos diretos e indiretos no município.

O espaço em negociação é parte de um terreno que também interessa ao governo estadual, que busca instalar ali a área de manutenção do novo ramal metroviário entre Lapa e o ABC Paulista. O plano é que apenas uma fração do terreno seja destinada ao pátio do metrô, permitindo a coexistência dos dois empreendimentos.

Receba notícias quentes sobre mobilidade sobre trilhos em seu WhatsApp! Clique no link e siga o Canal do MetrôCPTM.

O terreno da antiga fábrica da Ford fica próximo à Linha 20-Rosa

Participam das tratativas representantes do Mercado Livre, da Prologis — empresa que adquiriu o terreno — e do Governo de São Paulo. A alternativa do Taboão, onde está a ex-Ford, foi considerada após a desistência do uso do antigo terreno da Rhodia em Santo André para o pátio do metrô.

Atualmente, o Mercado Livre mantém um centro de distribuição menor no bairro Cooperativa, em São Bernardo. A companhia anunciou intenção de dobrar o número de centros de distribuição no Brasil, hoje totalizando dez unidades, em linha com o crescimento do e-commerce nacional.

O projeto da Linha 20-Rosa segue em etapa de estudos e elaboração do projeto básico, com conclusão prevista para 2026. A concessão do ramal à iniciativa privada prevê que a primeira fase opere no ABC Paulista, contrariando documentos técnicos que apontam o trecho entre Santa Marina e Abraão de Morais, dentro da capital paulista, como prioritário pela maior demanda e conectividade.