Mesmo com baldeação, estação Jardim Colonial já tem grande movimento de passageiros

Nova estação da Linha 15-Prata atraiu cerca de 4 mil usuários por dia em abril e maio, mais do que Camilo Haddad
Trem Innovia 300 chega à estação Jardim Colonial (iTechdrones)

O impacto de uma nova estação de metrô em regiões de mobilidade deficiente pode ser medido pela demanda da parada Jardim Colonial, da Linha 15-Prata. Inaugurada em dezembro do ano passado, ela passou a funcionar em horário integral em março e desde então tem atraído um volume de passageiros bastante elevado.

Segundo dados divulgados pelo Metrô, a estação Jardim Colonial já recebe diariamente cerca de 4 mil usuários (a empresa não divulga dados mais precisos). Esse patamar foi atingido em abril e repetido em maio, e é semelhante ao movimento de estações mais antigas como Jardim Planalto e Fazenda Juta.

Não apenas isso: a 11ª parada do ramal de monotrilho recebe mais gente do que Camilo Haddad, uma estação localizada numa região mais próxima de Vila Prudente, terminal da linha.

Parece um desempenho comum, mas é preciso lembrar que Jardim Colonial ainda não está completamente conectada ao carrossel de trens. Por conta da falta de um aparelho de mudança de via, que será concluído no segundo semestre, os passageiros são obrigados a desembarcar em São Mateus para seguir viagem em ambos os sentidos.

A dificuldade torna o trajeto mais demorado por mais que a frequência de partidas seja alta, o que só reforça a impressão que Jardim Colonial teve sua importância reconhecida pela população da região.

Aparelho de mudança de via da Linha 15 sendo finalizado (iTechdrones)

Novo recorde de passageiros transportados

O exemplo de Jardim Colonial é estendido à própria Linha 15-Prata, que atingiu em maio seu recorde histórico de passageiros transportados. Passaram pelo ramal nada menos que 2,814 milhões de usuários, 80% a mais do que no mesmo mês de 2021.

Trata-se de um patamar superior à média de passageiros transportados em 2021 pela Trensurb, que opera o sistema de Porto Alegre. No ano passado, passaram pela linha gaúcha uma média de 2,1 milhões de usuários por mês.

Desde fevereiro o intervalo mínimo entre os trens da Linha 15 caiu de 202 para 196 segundos (3 minutos e 16 segundos), uma redução pequena, mas que traz reflexos a longo prazo. Entretanto, será a partir do final do ano, com os dois “track-switches” entregues, que a operação do ramal de monotrilho deve ganhar maior agilidade e permitir que as projeções de demanda sejam cumpridas.

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  1. Por estarem em uma região densamente povoada, eu esperava que as estações intermediárias da Linha 15 tivessem movimentações muito maiores do que têm atualmente, mas nem Sapopemba e São Mateus têm demandas tão grandes assim, não ficam lotadas. Acredito que se um dia a Linha 15 realmente chegar à Cidade Tiradentes e com a conexão em Ipiranga a princípio com a Linha 10, depois eventualmente com a Linha 05 e até ter uma outra eventual conexão com a Linha 14 – Ônix em Sapopemba, aí a Linha 15 teria uma demanda tão grande que iria parecer com a Linha 03! Lógico que integrações como essas dariam mais opções de deslocamentos na Grande São Paulo e isso faria com que não houvesse uma saturação da linha com essas integrações perimetrais com outras linhas futuras e aliviaria a pendularidade nos horários de pico!

    1. Tem como também a Linha 15 Prata ter uma expansão após a Estação Hospital Cidade Tiradentes, seguindo até a estação Guainases da Linha 11-Coral, traria um mega movimento para a linha ,com todos conexões:

      >LINHA 2-VERDE》Vila Prudente.
      >LINHA 10-TURQUESA》Ipiranga.
      >LINHA 11-CORAL》Guainases.
      >LINHA 14-ÔNIX》Sapopemba.

        1. Demanda teria sim, o problema é que fica inviável virar a linha do Hospital Cidade Tiradentes pra Guaianazes, só se fosse o caso de fazer dois ramais a partir da estação Cidade Tiradentes, um seguindo pra Guaianazes e outro pro Hospital Cidade Tiradentes.

          1. Não tem demanda suficiente pra justificar o custo de implantação, um ônibus cobre a demanda desse eixo, demanda é sempre comparada em relação ao custo e impacto, e o custo seria alto pra uma demanda inexistente e sem impacto positivo abrangente, se estações do meio da linha tem um desempenho tão baixo num eixo forte de transporte como diabos um eixo fantasma praticamente teria demanda pra um monotrilho?

          2. Kiritsu, discordo, teria demanda sim, Guaianazes é um bairro muito populoso e a linha 11 sozinha não dá conta no horário de pico. Não digo que linha 15 até Guaianazes seja prioridade, também acho que não seja, mas dizer que não haveria demanda lá é desconhecer a região. Na verdade toda RMSP tem demanda pra transporte sobre trilhos, sua postura de “ônibus resolve” é a típica postura do PSDB que quer substituir a linha 18 por corredor de BRT.

      1. Nem faria sentido, já que sentido oposto. Pra que ela chegue em Guaianases teria que seguir a partir da estação Jardim Marilu ou Pedra Branca.

  2. Por curiosidade, no final de abril, num sábado, fiz uma viagem ida e volta de Vila Prudente até São Mateus. Não quis ir até Jardim Colonial pois achei meio longa a viagem, por conta do número de estações. Não sei como deve ser durante a semana, mas até que o trem estava meio vazio, pois até consegui sentar. Em comparação com os trens subterrâneos, achei meio pequeno o vagão e senti que ele trepida um pouco nuns dois trechos. Interessante que antes de Sapopemba dá pra visualizar os trilhos até o final e lembra um pouco uma montanha-russa. De qualquer forma, metrô sempre é um grande benefício pra população.

  3. A zona leste de São Paulo precisa cada vez mais de opções diversas de transporte público. À expansão em andamento da linha prata até Cidade Tiradentes somam-se a também extensão da linha verde até a Penha (em construção), a linha violeta (ou extensão da linha laranja) e o VLT unindo Santo André até próximo de Guarulhos. A julgar pelo planejamento dos investimentos do governo do estado, espera-se que estas futuras linhas atendam esta região.

  4. Pessoal a tendência é subir nessas linhas depois de um tempo, já a linha 18 só vai levar 340 mil passageiros da para ir fácil no brt . O vlt parece que metrô vai usar na l22

    1. “da pra ir fácil no BRT”
      KKKKKKK ler isso sem rir é impossível
      basta ver a linha 288… pra estar falando isso não deve usar os onibus em SBC…
      menos de 30 minutos do paço até tamanduateí já com integração gratuita a malha é algo que é impossível desse BRT conceber da forma que ele foi projetado cara

  5. Claro que as pessoas irão preferir o monotrilho, mesmo com baldeação. A alternativa seria pegar ônibus, que devem viajar lotados e passar por ruas com trânsito congestionado, perdendo na condução, por dia, 4 horas ou mais. Infelizmente a atual gestão cancelou a linha 18 do monotrilho para substituir por um BRT pior que o Expresso Tiradentes. Esta substituição de modal é mais para atender a interesses privados, mesmo prejudicando o interesse público. Infelizmente nenhum deputado estadual questionou esta mudança.

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