Metrô de SP abre 2026 com R$ 404 milhões investidos em ano de orçamento recorde
Expansão da Linha 2-Verde liderou os desembolsos de janeiro; investimento na obra cresceu 288% sobre o mesmo mês de 2025
O Metrô de São Paulo executou R$ 403,9 milhões em investimentos em janeiro de 2026, valor acima do registrado em janeiro de 2025 (R$ 223,7 milhões). A companhia também prevê investir quase R$ 6 bilhões em 2026, o maior orçamento de sua história, superando o patamar do ano passado, quando foram aplicados R$ 4,856 bilhões de um orçamento de R$ 5,068 bilhões.
Como é comum no início do ano, janeiro tende a concentrar menos medições e pagamentos por causa da virada do exercício e do período de férias. Ainda assim, o ranking do mês mostra que a maior parte do dinheiro segue direcionada às frentes de expansão, que naturalmente concentram os contratos mais robustos do Metrô.
Entre os projetos, a expansão da Linha 2-Verde foi, de longe, o principal destino dos recursos em janeiro, com R$ 212,0 milhões. Na sequência aparecem a Linha 17-Ouro, com R$ 68,7 milhões, e a Linha 15-Prata, com R$ 54,5 milhões.
Em relação a janeiro de 2025, a expansão da Linha 2-Verde teve alta de 288% (de R$ 54,6 milhões para R$ 212,0 milhões). A Linha 17-Ouro cresceu 52% no comparativo anual (de R$ 45,3 milhões para R$ 68,7 milhões). Já a Linha 15-Prata caiu 43% (de R$ 95,9 milhões para R$ 54,5 milhões), oscilação compatível com a dinâmica de cronogramas de obra, medições e frentes de serviço.
Obras da estação Boa Esperança, da Linha 15-Prata (CMSP)
Fora do trio de expansão, janeiro também registrou execução relevante em itens recorrentes de modernização e operação. A Linha 1-Azul somou R$ 16,2 milhões no mês, enquanto a rubrica de operação das linhas metroviárias registrou R$ 14,7 milhões. Portas de plataforma tiveram R$ 10,2 milhões executados em janeiro. Já as intervenções de modernização da Linha 2-Verde ficaram em R$ 0,7 milhão, e a Linha 3-Vermelha teve R$ 1,2 milhão.
Linhas já ampliadas, como a 4-Amarela e a 5-Lilás, aparecem com desembolsos menores no começo do ano, refletindo que os contratos atuais nesses ramais são, em geral, de conclusão de escopos pontuais e frentes complementares, enquanto as expansões (Linhas 2, 15 e 17) seguem dominando o volume de investimentos do Metrô.
