Metrô de SP contrata consultoria para ampliar exploração comercial de seus imóveis
Estudos vão apontar o potencial de terrenos e espaços da companhia para gerar novas fontes de receita
O Metrô de São Paulo contratou uma consultoria especializada para elaborar estudos sobre o potencial comercial e imobiliário de áreas pertencentes à companhia. O objetivo é identificar oportunidades de exploração econômica de terrenos e espaços operacionais, ampliando as receitas não tarifárias da estatal.
O contrato foi firmado com a empresa Contacto Consultores Associados e terá vigência de 26 meses, sendo 24 meses destinados à execução dos serviços. Os estudos serão realizados sob demanda, conforme as necessidades do Metrô.
O escopo inclui análises de áreas destinadas a empreendimentos imobiliários, espaços comerciais em estações e outros ativos da companhia. Entre os serviços previstos estão estudos de mercado, avaliação da legislação urbanística, projeções de demanda, estimativas de investimentos e receitas, análise de riscos e recomendações sobre o modelo mais adequado para exploração de cada empreendimento.
A consultoria também ficará responsável pela elaboração de estudos de viabilidade técnica e econômico-financeira, além de subsidiar futuras licitações para concessão ou cessão de áreas do patrimônio do Metrô.
O contrato prevê pagamento por estudo concluído, com valores que variam conforme o tamanho da área analisada. Os serviços vão de pouco mais de R$ 20 mil para terrenos de até 5 mil metros quadrados a cerca de R$ 38 mil para áreas superiores a 25 mil metros quadrados.
O documento não identifica quais terrenos, estações ou empreendimentos serão avaliados. Na prática, trata-se de um contrato que permite ao Metrô encomendar estudos sempre que surgir interesse em desenvolver comercialmente algum de seus ativos.
A iniciativa faz parte de uma estratégia adotada pela companhia nos últimos anos para ampliar receitas provenientes de exploração imobiliária e comercial. A intenção é reduzir gradualmente a dependência da arrecadação tarifária e dos aportes do governo estadual, aproveitando o patrimônio imobiliário existente ao longo da rede metroviária.
