Metrô de SP procura soluções tecnológicas para proteger Linha 3-Vermelha
Companhia abriu chamamento para propostas de ‘proteção perimetral’ do ramal. Empresas terão 30 dias para se manifestar
O Metrô de São Paulo lançou um chamamento público nesta segunda-feira, 27, para buscar empresas interessadas em apresentar propostas para um sistema de proteção perimetral com tecnologias integradas de detecção.
A informação disponível no Diário Oficial logo cedo não explicava qual o objetivo claro da empresa, mas o edital, publicado no final da manhã, esclareceu parte do mistério sobre o chamado, embora ainda mantenha em sigilo os pontos exatos que poderão receber a tecnologia.
A iniciativa tem um alvo definido: a Linha 3-Vermelha. O documento afirma que a companhia estuda implantar um sistema de proteção perimetral no ramal e quer testar soluções oferecidas pela iniciativa privada antes de decidir se fará uma contratação futura.
Na prática, o Metrô está pedindo que empresas apresentem propostas técnicas e, posteriormente, instalem equipamentos em caráter experimental dentro de áreas indicadas pela estatal.
Esses testes poderão durar até seis meses e serão custeados integralmente pelas próprias empresas participantes, sem qualquer garantia de contratação posterior. O Metrô também deixou claro que poderá usar os estudos recebidos como base para uma futura licitação sem obrigação de remunerar os participantes.
O foco do projeto é detectar tentativas de invasão ou danos ao perímetro operacional.
Trem na Linha 3-Vermelha (Jean Carlos)
Segundo o edital, as soluções precisam ser capazes de identificar vibração, cortes, escavações, escaladas em cercas e até aproximações indevidas em áreas sensíveis da companhia.
O sistema também deverá diferenciar eventos reais de interferências externas para evitar alarmes falsos e gerar alertas automáticos integrados com câmeras de vigilância, controle de acesso, iluminação de segurança e centrais de monitoramento.
O ponto mais específico do edital envolve o tipo de tecnologia buscada pelo Metrô.
A companhia cita preferência por sistemas baseados em fibra óptica distribuída — tecnologia usada para monitoramento contínuo de longos perímetros e capaz de detectar vibrações ou movimentações ao longo de cercas e barreiras físicas.
O edital menciona ainda a necessidade de operação contínua, 24 horas por dia, armazenamento de eventos e possibilidade de integração com outras camadas de segurança.
Embora a Linha 3 possua longos trechos em superfície e elevados, o Metrô não informou quais locais serão usados nos testes nem se a preocupação está ligada a invasões, furtos ou vandalismo.
Nos últimos anos, esse tipo de ocorrência se tornou mais frequente em operadores com vias abertas, como CPTM e ViaMobilidade, especialmente em casos de furto de cabos e acessos irregulares à faixa ferroviária.
As empresas interessadas terão 30 dias para apresentar suas propostas ao Metrô.
