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Metrô decide rescindir contrato de máquinas de autoatendimento

Equipamentos estão em funcionamento limitado há quase um ano mas, segundo companhia, não atingiram o desempenho esperado
Máquinas de autoatendimento do Metrô: experiência não durou um ano (CMSP)

Quase um ano após estrearem em algumas estações, as máquinas de autoatendimento para compra de bilhetes Edmonson no Metrô serão retiradas de circulação. A companhia decidiu rescindir contrato com a empresa Imply Tecnologia Eletrônica, que havia vencido a licitação de R$ 24 milhões para o fornecimento de 150 unidades, além de três equipamentos de reserva.

Segundo nota enviada pelo governo, “as máquinas não atingiram o desempenho esperado”. De fato, os equipamentos acabaram sendo pouco usados pelo Metrô. Apesar de existirem equipamentos espalhados por várias estações apenas poucas unidades funcionam de fato. O processo de compra não chega a ser complicado, mas relatos de usuários indicavam falhas variadas nas máquinas.

Embora úteis em estações onde se formam longas filas nas bilheterias, as máquinas de autoatendimento, também chamadas de “Equipamentos de Venda de Bilhetes em Autoatendimento (EVBA)” pelo Metrô, tinha restrições para seu uso como só aceitar notas de 10 reais ou moedas – a opção de pagamento eletrônico, apesar de prevista, nunca saiu do papel.

Novo sistema de bilhetagem

Além de não terem cumprido o prometido, segundo o Metrô, as máquinas de autoatendimento com uso do bilhete do tipo Edmonson, parecem não fazer parte dos planos da gestão Doria. Segundo a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, o foco agora é criar um novo sistema de pagamento e controle: “a nova gestão participa do desenvolvimento de ferramentas para implantação de um novo sistema de bilhetagem que simplifique a compra de bilhetes pelos passageiros, acabando com as fraudes e reduzindo custos com a otimização do sistema”.

Pelo que se apurou até agora, o objetivo do governo do estado é criar um método de pagamento mais eficiente e prático e que acabe eliminando não só os antigos bilhetes Edmonson como também cartões como o Bilhete Único e o BOM, que são facilmente fraudados.

Não se sabe claramente o que sairá desse estudo, mas é provável que o governo do estado, junto à Prefeitura da capital, acabem concedendo a administração e operação do sistema de pagamentos para iniciativa privada como forma de reduzir os custos. Nas mãos de uma empresa, esse sistema poderia englobar o uso de cartões de crédito e débito e também de aplicativos de smartphones, por exemplo. Serviria não só para armazenar as viagens de transporte coletivo como também pagar contas e compras. Nesse cenário, as atuais máquinas de autoatendimento não fariam realmente sentido em existir, mas isso deveria ter sido pensado antes de gastar R$ 24 milhões e meses de trabalho.

O Metrô adquiriu 150 máquinas, mas colocou em operação apenas algumas delas

 

About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

Um comentário

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  • Bom dia!
    É a venda dos dados do cidadão para bancos e outros investidores debaixo da desculpa de oferecer mais serviços.
    Eu, por exemplo, acabo de ler que vão limitar os créditos nos cartões sem identificação.
    Comprei todos no balcão dos termo ais de ônibus. Recarrega via aplicativo do meu banco. Ainda assim querem me impor colocar nome nos cartões que divido com minha esposa e filhos de acordo com minha necessidade sob o pretexto da existência de fraudes.
    Ora! Eles que me passaram o cartão, então deveriam ter o contre de de seus próprios cartões e então identificar os que estão fraudados.

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