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Antes de deixar governo, Alckmin deve lançar máquinas de autoatendimento no Metrô

Primeiros equipamentos foram lançados nesta sexta-feira na Linha 2-Verde
Máquinas de autoatendimento do Metrô: experiência não durou um ano (CMSP)

O Metrô de São Paulo ganhou suas primeiras máquinas de vendas de bilhetes Edmonson, também chamadas de máquinas de autoatendimento, nesta sexta-feira (23). O blog havia flagrado quatro desses equipamentos ainda cobertos na estação Brigadeiro da Linha 2-Verde ao lado dos bloqueios na quinta-feira e no dia seguinte o Metrô acabou realizando evento para lançar as máquinas.

Fabricadas pela empresa gaúcha Imply Tecnologia Eletrônica, essas máquinas aceitarão apenas dinheiro (com troco máximo de R$ 10)  numa primeira fase, mas a promessa é aceitar também cartões em 2019, uma novidade no Metrô que hoje só vende os bilhetes em espécie (sem contar as máquinas do Bilhete Único e BOM). O contrato, de R$ 24 milhões (incluídos os impostos) prevê a entrega de 150 unidades desses equipamentos para a companhia a um custo unitário de R$ 80 mil e a meta é que todas elas estejam instaladas até junho.

Com esse número de máquinas será possível equipar todas as estações das linhas 1, 2 e 3 (as linhas 4, 5 e 15 são ou serão operadas por concessionárias privadas) segundo o governo. O blog apurou que o governador Geraldo Alckmin, que se despede do posto no dia 6 de abril para concorrer à presidência da República pelo PSDB, pretendia participar do evento mas um imprevisto acabou impedindo sua chegada.

A licitação fazia parte da expansão da Linha 5-Lilás e conta com financiamento do BID, Bando Interamericano de Desenvolvimento. No entanto, com a concessão da linha para a iniciativa privada, o governo do estado alterou o escopo e destinou as máquinas para as linhas restantes do Metrô. O resultado da licitação foi divulgado em fevereiro do ano passado, mas foi efetivado apenas em julho após recursos de concorrentes serem julgados.

O Metrô aproveitou para lançar bilhetes comemorativos dos 50 anos da empresa que serão comemorados este ano. Esses bilhetes carregados nas máquinas trazem desenhos alusivos à Praça da Sé, Theatro Municipal, Pacaembu/Museu do Futebol, Memorial da América Latina, Mercado Municipal, MASP e Centro de Controle Operacional do Metrô.

O primeiro lote, com 30 máquinas, entra em funcionamento nas estações Vila Madalena, Sumaré, Clínicas, Trianon-MASP e Consolação, da Linha 2-Verde. A próxima remessa, entregue em abril, terá equipamentos instalados nas estações Consolação, Trianon, Brigadeiro, Chácara Klabin, Paraíso e Sé.

Detalhe da máquina de autoatendimento flagrada pelo blog.

Mal vista pelo sindicato

Item comum em estações de metrôs em qualquer parte do mundo e mesmo no Brasil (como no Metrô do Rio), as máquinas de vendas de bilhetes se transformaram num tabu no Metrô de São Paulo. Isso porque o sindicato da categoria vê o equipamento como motivo de corte de funcionários, porém, hoje a companhia já ampliou a terceirização das bilheterias de algumas linhas como a 5-Lilás.

Os equipamentos, no entanto, devem complementar o trabalho humano e servirem para passageiros mais habituados ao sistema ou que preferem usar meios eletrônicos de pagamento. Além disso as máquinas serão uma ajuda para turistas que não dominam a língua portuguesa (elas tem menu em inglês e em espanhol).

About the author

Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

4 Comentários

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  • Essas máquinas serão um tanto inúteis. Em vez de se unificar um sistema de emissão de passagens, recargas e etc. ainda se utiliza o bilhete em papel, quando se tem o BU e o BOM.
    Deveria haver uma gestão conjunta, além de uma emissão facilitada desses cartões por questão de praticidade, logística e sustentabilidade. O bilhete magnético unitário poderia ser substituído por um BU descartável ou um BU reutilizável, só olhar o exemplo do metrô de Londres, Madrid e outros diversos

    • Acho que as maquinas serão uteis sim, ajudarão a um usuário pontual e esporádico que hoje gera fila. Mas concordo contigo com o fato de estas máquinas deveria unificar serviços, desnecessário e até tolo ter um equipamento para cada tipo de operação.

Airway