As medidas de restrição de circulação adotadas pelo governo do estado, prefeitura, escolas e empresas em relação à pandemia de coronavírus já puderam ser notadas no Metrô e na CPTM nesta segunda-feira, 16. Trens e estações estiveram visivelmente mais vazios, causando estranheza em usuários, acostumados a lotação de plataformas e vagões. Segundo relatos de passageiros, o movimento lembrava o de fim de semana ou de horários com baixo movimento.

Nesta tarde, o governador do estado, João Doria, foi questionado sobre qual seria a estratégia em relação ao transporte público durante coletiva de imprensa sobre o coronavírus. A resposta, no entanto, deu margem ao entendimento de que haveria redução na oferta de trens e ônibus nesta terça-feira, porém, o tucano se referia à expectativa de demanda do sistema, ou seja, que menos usuários acessassem linhas do Metrô e da CPTM, além dos ônibus intermunicipais.

“Com relação ao transporte coletivo, a partir de amanhã teremos uma redução sensível na utilização do sistema de logística na capital e na Região Metropolitana, especialmente no metrô, nos trens e nos ônibus”, afirmou Doria em coletiva nesta segunda-feira no Palácio dos Bandeirantes.

O perfil Diário da CPTM repercutiu várias mensagens nas redes sociais como a da passageira Paloma, que publicou uma imagem de um trem da Série 8500 na Linha 11-Coral circulando quase sem passageiros.

Com o fechamento das escolas e outros equipamentos públicos, a tendência é que o movimento caia de forma significativa nos próximos dias, diante do avanço esperado da pandemia.

Queda de receita

A decisão de passageiros de evitarem o transporte de massa tem sido notada em outras cidades no mundo. Diante de um maior risco de contaminação, usuários têm buscado outros modais alternativos enquanto muitas pessoas acabaram permanecendo em casa e trabalhando remotamente. Em Londres, o metrô perdeu um quinto de seu movimento, segundo declarou a TFL, responsável pelo transporte público na capital britânica.

A empresa, no entanto, já estima perdas consideráveis de receita: “Nossa melhor previsão, baseada em cenários governamentais, é que o impacto financeiro do coronavírus pode chegar a 500 milhões de libras (cerca de R$ 3 bilhões)”, disse Simon Kilonback, chefe financeiro da TFL.

Governador João Doria em coletiva nesta segunda-feira: “teremos uma redução sensível na utilização do sistema de logística na capital e na Região Metropolitana, especialmente no metrô, nos trens e nos ônibus” (GESP)

Deficitários, Metrô e CPTM devem ver seus balanços ficarem ainda mais negativos se a crise causada pelo Covid-19 se prolongar por muito tempo. Não se sabe ao certo se as concessionárias que operam as linhas 4-Amarela e 5-Lilás e que recebem por passageiro transportado, poderão requerer algum equilíbrio financeiro por conta da queda em sua receita financeira.

O site solicitou à Secretaria dos Transportes Metropolitanos (STM) os dados estimados de queda no número de passageiros transportados e atualizará esse artigo casa tenha uma resposta positiva.