Metrô lança licitação para expansão do sistema de câmeras corporais em seguranças

Pregão eletrônico marcado para outubro prevê fornecimento e instalação de equipamentos nas linhas 1, 2, 3 e 15

Segurança do Metrô com câmera corporal (GESP)
Segurança do Metrô com câmera corporal (GESP)

O Metrô de São Paulo abriu uma nova licitação para ampliar o uso de câmeras corporais (bodycams) entre seus agentes de segurança. O aviso publicado nesta quinta-feira (18) prevê a contratação de serviços de projeto, fornecimento, desenvolvimento, instalação e comissionamento do chamado Sistema de Câmera Corporal Fase 2 (BWC2), abrangendo as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata.

O edital completo estará disponível a partir de 19 de setembro nos portais oficiais da companhia e do governo federal. A sessão pública do pregão eletrônico está marcada para 30 de outubro, às 9h, na plataforma Compras.gov.br.

A introdução das chamadas bodycams começou em 2020, quando a empresa adquiriu 350 equipamentos do modelo DMT-9, fabricados na China e fornecidos por uma empresa de Santa Catarina. O investimento inicial foi de R$ 394,7 mil e contemplou também plataformas de recarga.

Na época, a justificativa para o projeto era aumentar a transparência na atuação dos seguranças e padronizar procedimentos durante abordagens em estações e trens. As câmeras gravam em alta resolução, possuem sensores de infravermelho para ambientes escuros e contam com sistema de criptografia que impede a manipulação dos arquivos pelos próprios agentes.

A câmera DMT-9 que foi fornecida por uma empresa chinesa (Diamante Tech)

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Com a nova licitação, o Metrô sinaliza que pretende ampliar o alcance do sistema e consolidar o uso das câmeras como ferramenta de supervisão. O projeto deve reforçar a estratégia da companhia de reduzir conflitos, responder a críticas sobre condutas de agentes e também gerar provas em casos de necessidade judicial.

Embora o aviso publicado não detalhe o número de equipamentos previstos, o que será informado quando o edital for publicado nesta sexta-feira, a abrangência para quatro linhas da rede indica um salto significativo em relação à fase inicial, que começou de forma gradual há cinco anos.

As propostas deverão ser enviadas exclusivamente pela plataforma Compras.gov.br. A vencedora ficará responsável não apenas pelo fornecimento dos dispositivos, mas também pela instalação e pelo comissionamento do sistema — o que inclui ajustes técnicos e integração com a infraestrutura de monitoramento já existente.