Metrô recebe propostas pelo projeto de adaptação da estação São Joaquim para a chegada da Linha 6

Dois consórcios haviam sido habilitados a apresentar as propostas financeiras para o projeto básico da ligação da estação da Linha 1-Azul com o futuro ramal subterrâneo
Ampliação da estação São Joaquim (CMSP)

A Linha 6-Laranja do metrô paulistano retomou suas obras depois de um longo período de paralisação decorrente de problemas com a antiga operadora, a Move SP. Depois de grandes esforços do governo estadual a Acciona se tornou a empresa responsável pelas obras de implantação da Linha que ligará a Brasilândia até São Joaquim. As metas da empresa são ambiciosas, como a de operar o novo trecho até outubro de 2025. Enquanto isso o Metrô de São Paulo trabalha para que a integração com a Linha 1-Azul possa ser viabilizada através de obras de ampliação da estação São Joaquim, que receberá um maior fluxo de passageiros.

Apresentação das propostas comerciais

Após os adiamentos das sessões públicas, nesta quarta-feira (14) foram divulgadas as propostas comerciais para a licitação que visa a elaboração do projeto básico da adequação da estação São Joaquim. Os consórcios participantes são o Pólux-Sondotécnica-Egis (Pólux Engenharia, Sondotécnica Engenharia de Solos e Egis-Engenharia) e o São Joaquim (SETEC, SMZ, COPEM e Tekhnites).

O Consórcio São Joaquim apresentou uma proposta no valor de R$ 7.374.286,21 para a execução dos serviços. Já o Consórcio Pólux-Sondotécnica-Egis apresentou o valor de R$ 6.929.281,52, o que torna a proposta deste consorcio 6,03% mais barata que a da sua concorrente. O Metrô de São Paulo não divulgou o orçamento para essa licitação, portanto não há como saber se a proposta teve uma variação positiva ou negativa em relação às expectativas da companhia. Por enquanto, não há data definida para a assinatura do contrato.

O projeto

A ideia é de que a empresa contratada para executar os serviços realize os estudos de forma detalhada, o que inclui sondagens de solo, mapeamento de interferências na estação e nos arredores, estudos de cenários, simulação de ventilação, simulação no fluxo de passageiros entre as linhas 1 e 6 além de um levantamento para elaboração do projeto em BIM (3D).

Segundo os dados do Metrô, a demanda registrada da estação São Joaquim foi de 52 mil passageiros em Setembro de 2019. Quando a Linha 6 estiver integrada e em funcionamento pleno a expectativa é que a demanda possa atingir mais de 200 mil passageiros por dia. Tendo em vista esse horizonte, se propõe a ampliação da estação para melhor acomodar os novos passageiros que hão de chegar com essa nova integração. Veja abaixo as imagens extraídas do relatório técnico que elenca algumas das principais alterações propostas para a estação.

Conclusão

É sempre importante reiterar que quando ações são executadas em tempo hábil o fruto que se obtém é um projeto de boa qualidade que preze pela segurança dos passageiros. Apesar de ainda distante de uma operação comercial, as obras da Linha 6-Laranja vêm tomando um ritmo cada vez maior. Segundo a própria Acciona, no auge, serão mais de 8.000 funcionários trabalhando para tirar do papel essa importante obra que beneficiará mais de 600 mil passageiros todos os dias. Cabe ao Metropolitano de São Paulo fazer a sua parte e se preparar para receber da melhor forma possível esses novos passageiros.

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  1. Essa falta do orçamento do Metrô se deve ao fato de que provavelmente houve a adoção do orçamento sigiloso para tal caso, onde o Metrô faz a estimativa dos custos mas não o divulga para evitar que isso influencie no preço das propostas. A ideia é evitar que, por exemplo, algo que o Metrô pensaria que seria necessário pagar em torno de 1.000 enquanto na verdade no mercado o preço daquilo seria 600 faça com que as empresas exijam mais para o pagamento. Falando de outra forma, a ideia é que o Metrô não saia procurando um serviço e dizendo até quanto quer pagar, mas sim procurar o serviço e com as propostas ver se elas se encaixam no que ele tem disponível para pagar.

    Isso permite que o Metrô possa ter muito mais vantagem nas propostas que lhe são feitas. Mas posteriormente, quando da divulgação do resultado final, teremos o apontamento de quanto o Metrô estava disposto a gastar.

    1. Ou eles simplesmente querem aumentar os custos para subtrair os fundos e postergar a obra indefinitivamente para tanto, como é praxe no Metrô há décadas.

      1. Roberto,

        O orçamento sigiloso não é um orçamento que ninguém sabe quanto que é. Ele apenas é mantido em sigilo internamente no Metrô, mas ele existe. Assim, até mesmo se o Tribunal de Contas quiser acessá-lo assim poderá fazer. A restrição é apenas inicial e para os participantes.

        Como mais ou menos falei acima, a ideia é aquela: suponhamos uma pessoa que pegou um empréstimo para realizar uma obra em sua residência. Você acha que ela quando for verificar algum pedreiro ou construtora para realizar a obra ela deve primeiro falar até quanto ela tem disponível para pagar ou ela faz os orçamentos e avalia qual é o melhor para o caso dela?

        A ideia, acima de tudo, é que os valores apontados pelo Metrô não influenciem no preço a ser proposto pelas participantes. Como disse, pode ser que o valor estimado inicialmente pelo Metrô pudesse ser superior ao que as construtoras calculavam que iriam gastar e isso poderia fazer com que elas realizassem uma proposta muito superior o que normalmente iriam fazer.

        No final de todas as avaliações dos orçamentos e da documentação, obrigatoriamente o Metrô deve divulgar a estimativa que ele possuía para gastar na obra, até mesmo para justificar a escolha ou apontar, por exemplo, o por quê de não ter escolhido alguém por causa do valor.

        Esse procedimento é comum em licitações feitas nos EUA, União Europeia, dentre tantos outros países.

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