Metrô remarca leilão de carcaças dos trens M22 e M23 da Linha 15-Prata

Caixas das composições envolvidas em colisão em 2019 continuam à venda; nova disputa será realizada em 3 de novembro

Caixas dos trens de monotrilho que serão leiloados como sucata
Caixas dos trens de monotrilho que serão leiloados como sucata (Nosso Leilão)

O Metrô de São Paulo remarcou para 3 de novembro o leilão que inclui as caixas dos carros dos trens M22 e M23 da Linha 15-Prata. A disputa estava prevista originalmente para 29 de setembro, mas a licitação foi republicada pela companhia com uma nova data.

O novo aviso do Leilão 03/2026 prevê a realização da disputa às 10h, exclusivamente pela internet. Os interessados poderão vistoriar os bens entre 26 e 30 de outubro.

As estruturas dos dois monotrilhos permanecem reunidas no lote 84, formado por 14 caixas de carros armazenadas no Pátio Oratório, onde funciona o centro de manutenção da Linha 15-Prata. O valor estabelecido para venda é de R$ 285.368,72.

O regulamento também prevê a possibilidade de um lance mínimo condicional de R$ 142.684,36, equivalente a uma redução de 50%. Caso o preço mínimo inicialmente estabelecido não seja alcançado, o lote pode ser retirado e novamente oferecido ao final do leilão, cabendo ao Metrô decidir as novas condições de comercialização.

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Como o MetrôCPTM mostrou em setembro, os trens M22 e M23 se envolveram em uma colisão na noite de 29 de janeiro de 2019, quando a Linha 15-Prata já estava fora do horário de operação. O M22 estava parado na plataforma da estação Jardim Planalto, que ainda não recebia passageiros, quando foi atingido pelo M23, que seguia vazio para uma área não operacional onde eram realizadas manobras.

Trens M22 e M23 que se chocaram em 2019 (Reprodução/Instagram)

Uma investigação conduzida pelo Metrô apontou posteriormente que uma ação humana tornou o M22 invisível ao sistema de comunicação e sinalização CBTC, provocando a colisão com o M23. O Sindicato dos Metroviários contestou na época a conclusão da companhia e atribuiu o episódio a uma falha no sistema fornecido pela então Bombardier.

Após a colisão, os M22 e M23 permaneceram afastados da operação, mas parte de seus carros acabaria voltando a transportar passageiros anos depois. Na recuperação dos trens M14 e M15, que colidiram em março de 2023, o MetrôCPTM apurou que três carros provenientes do M23 foram incorporados ao M14 e outros dois do M22 passaram a integrar o M15.

Os M14 e M15 recompostos retornaram à operação comercial ainda em 2023. O Metrô não confirmou oficialmente a troca dos carros, mas informou neste ano que os veículos dos M22 e M23 foram avaliados individualmente e que aqueles com danos estruturais que inviabilizavam sua recuperação receberam baixa patrimonial. Peças ainda em condições de uso também foram incorporadas ao estoque de manutenção.

A companhia também revelou que os prejuízos decorrentes da colisão foram integralmente ressarcidos pela apólice de seguro vigente na época. Peças que ainda apresentavam condições de uso foram incorporadas ao estoque de manutenção da Linha 15-Prata.