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Metrô seleciona empresa que fará exploração comercial das 14 estações da Linha 2-Verde

Com proposta de parcela fixa inicial de R$ 10,584 milhões, Consórcio Ductus Empreendimentos foi apontada vencedora, mas terá que esperar pela habilitação de seus documentos
Estação da Linha 2-Verde: mais comércio e serviços (CMSP)

O Metrô de São Paulo realizou nesta terça-feira, 14, a Sessão Pública de recebimento das propostas para concessão e exploração de 1.400 m² de área nas 14 estações da Linha 2-Verde. O certame, que foi decidido por lances, acabou tendo como vencedor o Consórcio Ductus Empreendimentos, que oferece uma parcela fixa inicial de R$ 10.584.000,00. O grupo já havia feito a melhor proposta original, com R$ 7 milhões, quase o dobro do segundo colocado.

Agora, a empresa selecionada terá os documentos analisados para fins de habilitação da proposta. Só então a companhia prepará o contrato de concessão de 30 anos das áreas comerciais do ramal.

A licitação de exploração comercial das 14 estações foi lançada em abril e teve a primeira sessão públcia realizada em junho com a Ductus fazendo a melhor proposta. Porém, o valor máximo, de R$ 9 milhões, não atingiu a parcela inicial estimada pelo Metrô.

A empresa que assumir os 1.400 m² terá de investir ao menos R$ 4 milhões na adequação dos espaços que incluirão vestiários e copa além da manutenção dos sanitários públicos. A concessionária também deverá pagar uma remuneração mensal mínima de R$ 882 mil ou o equivalente a 58,35% do faturamento bruto obtido, o que for maior.

Em vermelho, os espaços comerciais da estação Vila Madalena. Concessionária terá de cuidar do banheiros também (CMSP)

Mais participação na receita

A concessão das áreas das estações da Linha 2-Verde tem um formato semelhante a outro projeto, o que repassou praticamente a mesma área da estação Brás, uma licitação feita em conjunto pela CPTM e o Metrô. Nesse caso, a proposta vencedora da Socicam foi bem maior, de R$ 31,5 milhões como parcela inicial, porém, a participação na receita mensal é menor, de R$ 478 mil ou 52% da receita bruta. A empresa também terá que investir bem menos no local – R$ 1,4 milhão.

Apesar disso, ambas as concessões devem ajudar a que o Metrô amplie sua receita não-tarifária, uma forma de não apenas reduzir os repasses do governo do estado como também oferecer mais e melhores serviços aos passageiros. Não será surpresa se as linhas 1-Azul e 3-Vermelha passarem pela mesma experiência em breve.

 

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Ricardo Meier

É um entusiasta do assunto mobilidade e sobretudo do impacto positivo que o transporte sobre trilhos pode promover nas grandes cidades brasileiras. Também escreve nos sites Airway (aviação) e AUTOO (automóveis).

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