O Metrô reviu a quantidade de árvores que precisarão ser suprimidas da Praça Mauro Broco para obras de extensão da Linha 2-Verde até a Penha. Em vez de 355 unidades, agora a companhia fala em 145 árvores. A informação original constava de uma carta enviada pelo Consórcio Linha 2, responsável pela obra e citava “118 espécies nativas, 232 espécies exóticas e cinco em estado ‘fitossanitário morto'” – a empresa já ergueu um muro no local isolando a área.

Em matéria veiculada pela TV Globo, a companhia citou a redução do número, mas sem explicar se houve uma mudança. Segundo apurou o site, os dados constantes na carta estariam errados. O número de 355 árvores seria o total existente na área afetada e não a quantidade que será suprimida.

Em nota, o Metrô informa “tem dialogado com a comunidade e só vai iniciar a obra neste local quando prestar todos os esclarecimentos. As medidas de manejo e compensação arbóreas só serão definidas após essa etapa. A empresa trabalha para ampliar a Linha 2-Verde com os menores impactos possíveis, cumprindo com todos os requisitos ambientais em uma obra tão complexa, que traz diversos benefícios à população, deixando de emitir milhares de toneladas de CO2 com o funcionamento da linha.”

No local, a empresa fará o estacionamento de trens Rapadura, que servirá no futuro para injeção de composições estratégia no ramal. Além disso, é nesse espaço que será montado o “tatuzão” que escavará os túneis da extensão de 8 km de metrô.

Após a finalização da obra, que deve ocorrer em um prazo de 6 anos, a praça será devolvida restaurada, a exemplo do que ocorreu no Parque da Bicicletas, em Moema, na construção da Linha 5 – Lilás. O governo também condiciou a retirada das árvores ao replantio de mudas como compensação ambiental aprovada pela Cetesb.

A área com listras vermelhas, desapropriada, e em amarelo, que compreende a mata nativa (Google/CMSP)